quarta-feira, 14 de novembro de 2012


PSD, PR E PP DE ARARANGUÁ reuniram-se na ultima segunda-feira para um balanço das eleições 2012. Apesar de não eleger a majoritária a coligação foi a que mais elegeu na proporcional, num total de seis vereadores.
A SOMA DE VOTOS destes candidatos superou em três mil o numero de votos da majoritária. Disto podemos chegar a algumas conclusões:
1 – A coligação é muito forte;
2 – Os eleitores de Araranguá estavam decididos pela continuidade e numa circunstância atípica a situação tinha dois representantes, um Dilnei e Sasso do PP e outro Sandro e Turatti PT/PDT de carona por Sandro ser atual vice de Mariano Mazzuco;
3 – Como Sandro aparecia desde o inicio à frente nas pesquisas levou vantagem na escolha da maioria dos eleitores.
EVIDENTEMENTE que muitos outros fatores influenciaram o quadro final, mas esta leitura não pode ser desconsiderada.
AINDA NA REUNIÃO ficou clara a simbiose entre PP e PSD. Nas palavras do Presidente do PSD Celso Carneiro, a união deve permanecer nos próximos quatro anos, independente da fusão nacional ou não entre os partidos, o que certamente influenciará na composição da mesa diretora e eleição do próximo presidente da Câmara de Vereadores.
TODOS OS VEREADORES eleitos discursaram e o tom foi predominantemente de agradecimento e emoção.
O EX-CANDIDATO A VEREADOR JOÃO RAFAEL falou pelos vereadores suplentes lembrando a importância dos titulares abrirem suas vagas por um período aos que colaboraram com a legenda. Esta prática, 100% proveitosa, aliás, deveria acontecer em todos os partidos – oportunizando aos mais votados que não se elegeram provarem o sabor do que tanto desejaram, inclusive servindo de incentivo a tentarem suas próprias vagas novamente.
ILSON SASSO, ex-candidato a vice deu um recado bastante claro: encerrou sua carreira no legislativo, mas coloca seu nome a disposição do partido para as próximas eleições. Para um bom entendedor... O recado deixa claro que Sasso saiu positivamente do processo eleitoral.
DILNEI ALMEIDA, ovacionado pelos presentes fez um discurso emocionado e sai como o grande herói desta eleição. Ele não disse, mas ficou subentendido sua pré-disposição a concorrer novamente em 2016.
NO BALANÇO DA REUNIÃO o sentimento dos presentes era de dever cumprido, de vontade continuar trabalhando, de manter a união e de já iniciar a preparação para as próximas eleições. Na realidade a sensação era de que apenas uma pessoa saiu perdendo politicamente – alem de ser o responsável direto pela saída do PP do governo - mas esta pessoa provavelmente nunca mais deverá se apresentar ao partido tentando apoio ao que quer que seja.
GOVERNO FEDERAL lança programa para facilitar ingresso das mulheres em atividades até então masculinas, como a construção civil. É um programa de qualificação, que pretende igualar a demanda em setores dominados pelos homens. Segundo a Secretária de políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci, o país tem “mais de 30 milhões de mulheres que são donas de casa e cerca de 40 milhões de trabalhadoras” (cá pra nós, mas ela não deve saber o trabalho que dá ser dona de casa).
NÃO DESMERECENDO A INICIATIVA, penso que mais importante que aumentar o numero de mulheres no mercado de trabalho, seria buscar a igualdade salarial dos gêneros, podendo inclusive começar com o grande percentual das 40 milhões que já vivem esta desigualdade.

E PARA TERMINAR... “Ninguém se entrega a qualquer atividade sem um preparo. Todavia, cada um acha-se bastante qualificado para o mais complexo de todos os negócios: governar.” Sócrates.

terça-feira, 6 de novembro de 2012


O PODER DA REPUTAÇÃO está acima da importância da área de atuação de uma pessoa. E reputação não é o que a gente acha que plantou a vida toda, reputação no meu entender é o que os outros pensam de nós, independentemente de correspondermos ou não aquilo.

 MAS NÃO HÁ DÚVIDA de que quem vive no meio político tem, ou deve ter ainda mais cuidado com a fama que o precede.

APRECIO MUITO AS ARTIMANHAS INTELIGENTES e perspicazes que não envolvem mentiras ou sujeiras, mas que dão um doce sabor à boa política. Há uma história real que particularmente aprecio:

NA GUERRA DOS TRÊS REINOS (China, 207-265 d.C), o grande e temido General Chuko Liang, despachou seu exército para um campo distante e permaneceu com poucos soldados em uma cidadezinha. De repente, chega a notícia da aproximação de 150 mil homens do exército inimigo. Desespero total. Mas não para o grandioso líder.

SEM LAMENTOS, MESMO ENCURRALADO, Chuko Liang ordenou que arriassem as bandeiras, abrissem os portões da cidade e se escondessem. Ele então se sentou na parte mais visível do muro, acendeu um incenso, dedilhou um alaúde e começou a cantar. E mesmo com a aproximação dos inimigos ele continuou a tocar e cantar.

À FRENTE DO GRANDE EXÉRCITO, vinha o General inimigo – que imediatamente reconheceu o homem no muro. Mesmo com milhares de homens prontos para acompanhá-lo na destruição da cidade desprotegida e na captura do líder oponente, o General hesitou...

... conteve sua tropa, estudou a situação e em seguida ordenou uma rápida e imediata retirada!!!

GENIAL. O General Liang venceu só na segurança da fama que construiu. Esta história é só para lembrar que antes de nosso primeiro passo em busca do que desejamos é bom conhecer a reputação que construímos aos olhos externos. Ouvir o que amigos e sobretudo os adversários (e inimigos) dizem a nosso respeito é imprescindível. Não que tenhamos que mudar por causa destas pessoas, mas devemos entender o objetivo de suas críticas para eliminar falsos conceitos a nosso respeito e minimizar defeitos.

MAS ATENÇÃO: ADVERSÁRIOS, são pessoas que desejam o mesmo que a gente, que estão num patamar muito similar ao nosso e são inclusive aqueles que nos mantém vivos, querendo ser melhor a cada dia. INIMIGOS são pessoas amargas, que nada têm a oferecer a não ser inveja, são muito inferiores, jamais conseguem nos motivar e suas opiniões são simplesmente inúteis e devem ser ignoradas.

PRINCIPALMENTE NA VIDA POLÍTICA vemos gente que leva a vida inteira para construir uma boa reputação e um segundo para perdê-la... geralmente sozinho, sem ajuda de ninguém. E muitas vezes julgado por ações pessoais, que nada interferem em sua conduta profissional.

CARGOS POLÍTICOS dependem da anuência dos outros.  Por conseguinte é um grande desafio não viver em função disto, de tentar ser dono do teu próprio destino e ao mesmo tempo estar sempre dando satisfação a eleitores, apoiadores, correligionários, adversários, etc. É para poucos.

O RESULTADO DAS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS DOS EUA atinge todos os países de nosso planeta. A decisão indireta e não obrigatória dos norte americanos em decidir ontem por um ou outro candidato leva consigo a diferentes caminhos todas as nações e seus povos. É a mais importante campanha eleitoral da Terra – e nós nas mãos deles, afff!

EM UM PAÍS, QUE AINDA VIVE a sombra de dificuldades econômicas e desemprego, a campanha eleitoral dos dois principais concorrentes norte americanos somou um gasto de nada menos que U$ 2 bilhões (é isso mesmo, em dólares!!!).

E PARA TERMINAR... “O problema com o mundo é que os estúpidos são excessivamente confiantes e os inteligentes são cheios de dúvidas”. Bertrand Russel



SERÁ PROTOCOLADA AINDA HOJE ação que pede a cassação do candidato a prefeito eleito de Praia Grande Valcir Daros e seu vice. Baseado em diversas gravações de compra de voto durante as eleições no município, o caso ganhou notoriedade estadual. Segundo o advogado responsável pela ação, Marcos Pizzolo, “são provas muito contundentes, a cassação neste caso é muitíssimo provável”. O tempo e a justiça dirão.

A INSTABILIDADE DAS ALIANÇAS DE COLOMBO gera dúvidas para 2014. Com o resultado do segundo turno de Florianópolis e Joinville as coisas ficam ainda mais confusas, senão vejamos:

O NAMORO COM PROGRESSISTAS teve início já nas primeiras semanas de governo. Sem dúvida este fator foi decisivo para Colombo governar na santa paz da maioria da Assembléia. Mas esta tranqüilidade tem os dias contados, se levarmos em consideração a impossibilidade de toda a atual base aliada estar unida nas eleições para o governo do estado.

COLOMBO PEITOU O PMDB NA CAPITAL e misturou seu sangue com nada menos que o filho de Esperidião e Ângela Amim – demonstrando com esta decisão não só interesse na força progressista como preterindo o candidato peemedebista.

A GUERRA FOI ENTÃO CLARAMENTE DECLARADA contra o prefeito Dario Berger que amargou a derrota perdendo não só o pleito atual, como inviabilizando sua pretensa candidatura ao governo pelo PMDB. Era o que Raimundo queria... Um a menos nas contas dele...

PODERÍAMOS DIZER QUE DIANTE DESTE QUADRO, o casamento entre PSD e PP estaria com data marcada. Entretanto três fatores podem interferir nesta união:

1 – O candidato de LHS venceu de virada as eleições de Joinville. Com Dário fora do páreo, mas com a vitória do PMDB no maior colégio eleitoral do estado Colombo afastou um rival e ganhou outro - nada menos que o ex-governador, que é sem dúvida o nome mais forte do partido e nada tem a perder de seu mandato de oito anos no senado se concorrer ao governo contra Colombo. No mínimo LHS reforça sua condição de impor mais uma edição da tríplice aliança;

2 – O PP vem perdendo muito espaço nas administrações municipais e o resultado das ultimas eleições piorou ainda mais o quadro. Aqui no extremo sul, por exemplo, a queda é vertiginosa. As derrotas em Araranguá e Sombrio, dois municípios referência, são uma estocada forte nas pretensões dos progressistas de pleitear vaga de vice na chapa de Colombo, mesmo a região de Tubarão tendo registrado melhores resultados;

3 – Por outro lado, com o corte profundo nos investimentos do governo para os próximos dois anos, Colombo deixou todos os prefeitos à beira de um ataque de nervos, não só inviabilizando alguns compromissos de governo, como colocando em risco a aprovação de contas das administrações. Este fator gera insegurança no PP. O partido ocuparia cargos no estado agora logo após as eleições, mas entrar em time de retranca, que dará aos secretários o poder somente de dizer NÃO, não é lá a melhor estratégia de ganhar simpatia política. A questão é até quando os progressistas aguentarão a desconfortável e frágil posição de não ser nem situação, nem oposição.

A PARTICIPAÇÃO EFETIVA DO PP e possível saída de outros aliados da administração estadual nos próximos meses indicarão com mais clareza o caminho que os partidos seguirão.

PMDB, PSD, PSDB e PP têm muito que conversar nos próximos meses. Enquanto isso, o PT se fortalece em sua clara (o) posição e aguarda o resultado destas conversas.

E PARA TERMINAR... “Indecisão é quando você sabe muito bem o que quer, mas acha que devia querer outra coisa.” Adriana Falcão


UM BURACO ENORME na cabeceira da ponte sobre o Rio Sertão em São João do Sul está de aniversário esta semana, vai fazer um aninho. Que mimo... O perigo está há tanto tempo ali que já tem grama dentro – de uns 20 cm.

MUDANDO DE BURACO... O que fazer quando a lei perde legitimidade? É fácil encontrar diversos exemplos de ações legitimadas popularmente e mesmo por administrações públicas, mas que são contrárias a lei. Sendo a lei uma organizadora das necessidades sociais, como proceder quando uma vai contra a outra?

VOU CHEGAR AO PONTO de minha reflexão: CRICIÚMA.

MESMO ESTANDO ENQUADRADO NA LEI DA FICHA LIMPA o prefeito Clesio Salvaro concorreu e venceu as eleições do município. Mas não só venceu, ele DEU UM BANHO de votos nos adversários. Algo fora do comum mesmo para alguém que não estivesse impedido por lei de assumir.

E MAIS, esta lei é claramente uma norma de afastamento de “maus exemplos” na política, aplicada, em princípios, a pessoas incapazes de conduzir idoneamente seu cargo. E mesmo todos sabendo de seu julgamento, mesmo todos sabendo de sua condição os eleitores não deixaram dúvida alguma de sua preferência.

COMO ENTENDER E RESOLVER A SITUAÇÃO? Não quero aqui discutir detalhes da ação na justiça, levanto somente a interessante questão de que baseado no resultado das urnas será que o cumprimento da lei trará justiça para a população de Criciúma? Ótima discussão para aprimorar nossos conceitos sobre ambas as coisas. E para ajudar no debate analise o seguinte:

PARA ARISTÓTELES (filósofo que viveu há mais de 300 anos a.C) e foi o pai de muitos conceitos, incluindo política, esta teria como objetivo a moral social - enquanto a ética visaria à moral individual.

ALÉM DISSO, o estado seria superior ao individuo, o bem comum superior ao bem particular. Mas como o estado se compõe de famílias, estas seriam precedentes às necessidades da sociedade. Resumindo, a decisão da maioria das famílias deveria ser o objetivo final das decisões do estado.

EITA, COISINHA DIFÍCIL DE PRATICAR. É por isso que em países mais desenvolvidos em ética, lei, justiça, organização social, etc., a lei maior baseia-se em poucas e fortes premissas e não em dezenas e dezenas de artigos lindos, porem impraticáveis e contraditórios.

SÓ HÁ UMA FORMA DE CRESCER NESTE SENTIDO: discutindo, debatendo, discutindo e debatendo. O caso de Criciúma é um prato cheio para isto.

QUEM SABE NÃO SERIA MAIS PRODUTIVO discutir política do que religião na escola? Afinal esta ultima é uma decisão de tradição da família, que se restringe à ações internas. Mas a política é um caminho trilhado individualmente, embora geralmente siga pensamentos familiares, mas que se aplica unicamente a ações e conseqüências externas.

AFINAL, NÃO ME PARECE QUE OS DOGMAS e valores das religiões estejam sendo aplicadas na política... Infelizmente! Já que tantos beatos os esquecem na hora da campanha. Talvez o caminho inverso, o da discussão da filosofia política com nossas crianças e adolescentes possa nos trazer mais ética ao indispensável processo político de nossa sociedade.

E PARA TERMINAR... “Devemos investir nas crianças para que as novas gerações tenham, sobretudo, a coragem para fazer aquilo que não fizemos.” Leonel Brizola.

OS MAIS DE DEZ VÍDEOS FEITOS POR UM CABO ELEITORAL EM PRAIA GRANDE mostram claramente compra de votos. O escândalo envolve também alguns funcionários da CEPRAG que deverão passar por processo administrativo e possível demissão. Há quatro anos Passo de Torres, Maracajá e Timbé do Sul os eleitos perderam o mandato por bem menos.

ESTES SÃO OS FATOS. Como jornalista, não posso omitir o assunto do momento. Até porque sou comentarista política.

MAS TENHO UM FORTE ENVOLVIMENTO com Praia Grande, com a política e com minha eterna luta pelo voto consciente. Este assunto, portanto, atinge mais profundamente meus sentimentos e minhas convicções. Meus pais tiveram forte atuação política e embora eu adorasse segui-los e ouvi-los nunca me filiei a qualquer partido, nem nunca tive meu voto “cabresteado”. Desde muito jovem formei minhas ideologias. Fui incentivada a pensar, discutir, concluir e defender minhas idéias.

TIVE MUITOS BONS “EMBATES’ COM MEU PAI. Conversas de horas e horas onde ele me conduzia às minhas próprias convicções. Mas de todas as coisas que aprendi politicamente com ele a mais forte foi no dia em que eu (novamente) criticava o seu partido  a forma como se fazia política no Brasil. Então ele me disse:

- Se tu estás vendo as coisas erradas e se achas que tens a solução, então a política precisa de ti. Faça alguma coisa.

FUI DORMIR TONTA COM A “TIJOLADA” SUTIL. Algumas semanas depois meu pai e minha mãe foram vítimas de um acidente. Como em todos os outros assuntos, nossas conversas sobre política viraram um monólogo onde eu tentava pensar o que ele me diria, qual seria sua opinião.

FUI PARA LONDRES, talvez fugindo da dor, mas buscando respostas sobre o que faria sem meu chão, sem meus mestres, sem meu colo. Lá descobri que a única coisa que preencheria minha alma seria trabalhar pelas pessoas, isto ajudaria a mim mesma. Pensei em que instituições poderia me inscrever, que tipo de ajuda ou causa e então... lembrei de Praia Grande, lembrei de meus irmãos de chão. Lembrei que a gente deve começar a mudar o mundo por si mesmo e depois por quem está ao nosso redor. Por que trabalhar em outro país, outro continente, outra cidade, se a minha também estava órfã de cuidados? Voltei ao Brasil, voltei pra minha casa, meu ninho.

EM PRINCIPIO não tinha nenhuma intenção de filiar-me a partido político ou concorrer a cargos eletivos. Fui trabalhar, desenvolver projetos, ajudar a mudar meu mundo. Foram coisas simples, mas que trouxeram retorno imediato.

O PARTIDO DE MEU PAI vivia um momento decadente no município. Quando decidi me filiar, não pensei na sigla, nem no número, pensei que podia fazer política de acordo com minhas crenças, que podia expandir o conhecimento e atingir muitas pessoas por meio de algo que acredito ser uma forma maravilhosa de organizar vidas em sociedade: a política.

CLARO QUE NOVAS ATITUDES e novas visões encontram resistência. Mas para minha surpresa havia um grupo que entendia o que eu falava. Resumindo, não só me filiei ao partido, como me elegi presidente e fui candidata a prefeita, tudo em um ano e meio. E faltaram 55 votos para eu me eleger.

TUDO ISTO ESTOU CONTANDO para dizer que chorei, xinguei, sofri, refleti, sorri e por fim lembrei que fiz o que tinha vindo fazer: plantar uma semente. De que É POSSÍVEL SIM fazer uma campanha sem comprar votos, sem negociar apoio, sem gastar nada alem da estrutura e serviços... Baseada em respeito e consciência, em tudo que acredito ser correto. Por isso vou falar e agir em política o resto da minha vida.

POR ISSO, NÃO POSSO ACEITAR “que as coisas são assim”, que “política é suja”, que “político não presta”. Não aceito, porque sei que pode ser diferente e que o resultado trará satisfação a todos, não a um grupo que se acha vencedor. A pessoa certa em política pra mim não é a que pensa como eu, é a que tem base para pensar por si e que acima de tudo tem um compromisso com o crescimento e a felicidade coletiva.

E PARA TERMINAR... “Só haverá chance para a honestidade enquanto os corretos não se curvarem aos dissolutos”. KS

DOIS CASOS DE COMPRA DE VOTOS (descobertos) em nossa região. Um ocorreu em Sombrio e outro em Araranguá. Num dos casos a polícia prendeu o “cabo eleitoral” que distribuía santinhos com o dinheiro já incluído. No outro, o responsável está foragido. Não sou ingênua para dizer que não sei que isto existe, sei que existe, mas nunca deixo de me enojar.

SEI QUE MUITOS VÃO DIZER: “Por isso não te elegeste, ôtansabocaaberta!” - e eu concordo, mas prefiro dormir sabendo que faltou um pouquinho de consciência aos eleitores, do que dinheiro meu para comprá-los.

ALÉM DO MAIS... gente, como fica o discurso dos tais? Como a gente volta a confiar nestas pessoas se o crime for comprovado?

A TRÊS SEMANAS DAS ELEIÇÕES as coisas começam a pegar fogo e a gente até fica feliz de saber que a polícia está recebendo denúncia, investigando e prendendo os delinqüentes políticos. Lembro de uma época que ninguém via, ninguém ouvia, ninguém fazia nada para coibir estas práticas horrorosas da ditadura do poder financeiro e da corrupção.

INFELIZMENTE ELAS ACONTECEM ATÉ HOJE, visíveis e incômodas, gritando e mexendo com a omissão e covardia da gente. Olha só um exemplo: num município aqui da região tem uma creche municipal sendo construída e na betoneira da obra tem um adesivo gigante do partido do prefeito, candidato a reeleição. E não é fofoca, eu vi e tenho a foto, mas me pergunto o que fazer? Adianta denunciar este uso indevido do espaço público? É um crime eleitoral, moral ou é só descaso com a nossa inteligência?

A MESMA ADMINISTRAÇÃO está armazenando material de uma construção pública no depósito de uma empresa privada, mesmo tendo lugar onde acondicioná-lo em depósito do município – e mais, está junto com o material de campanha do candidato (que provavelmente vai sumir com tudo assim que souber que estou falando aqui). Estas são só algumas das denúncias que chegam a mim, com fotos ou gravações.

E QUANTAS OUTRAS COISAS ERRADAS estão acontecendo e as pessoas não denunciam ou por não saber se é realmente errado, ou por medo de retaliações ou por não acreditar que alguma providencia efetiva será tomada?

DE MINHA PARTE realmente ainda não sei o que fazer. Alguém tem uma sugestão?

HOJE É DIA DO TEATRO. E é inevitável eu colocar aqui meu repúdio a todos aqueles que usam de subterfúgios cênicos para parecer o que não são, tudo em nome do voto.

E A PLATÉIA CEGA PELO ESPETÁCULO, que se ilude com fogos, músicas, festa e entrada “gratuita” - e saída incerta. Acompanhe a cena real desta semana entre uma amiga minha e a empregada dela:

- Ô D. Fulana, viu na TV? “tão” prendendo tudo estes “político ladrão”, to gostando de vê.
- Também acho, mas agora vai ficar perigoso pra tu continuar pegando combustível daquele teu candidato.
- Ai meu deus, será? E o que eu vou fazer se ele não puder mais me dar?

COMENTO???

E PARA TERMINAR... Uma frase genial da internet: “Não é a política que faz o candidato virar ladrão, é o teu voto que faz o ladrão virar político.”

PESQUISA ELEITORAL É A BELA E A FERA DA MESMA HISTÓRIA. Como vivemos em uma democracia juvenil, muito ainda temos que aprender sobre processos eleitorais. Por isso a pesquisa eleitoral ainda não tem definido seu objetivo dentro deste processo. Basta observar que serve bem a quem está na frente, mas perde o valor imediatamente quando o adversário passa. Não dá para entender.

VEJA BEM, tenho certeza por experiência própria que a pesquisa (bem feita) é o item mais importante para o início de uma campanha e para o desenvolvimento de estratégias necessárias ao longo deste período. Mas tirando a necessidade de consumo interno, que outro valor benéfico a pesquisa de intenção de voto tem?

ESTAMOS ATÉ O PESCOÇO com denúncias de institutos que fraudam e alteram dados seja na coleta, seja na divulgação dos resultados. Isso é altamente danoso aos profissionais competentes e imprescindíveis dos bons institutos.

CONHEÇO PESSOAS GABARITADAS e responsáveis que fazem um trabalho essencial dentro de uma campanha, mas penso que a divulgação de resultados de pesquisa eleitorais deveria ser melhor avaliada, ter fiscalização mais eficiente e caso continue vindo a público, no mínimo ter legislação clara sobre esta publicação e suas conseqüências.

SABE O QUE ME PREOCUPA? É com aquele acéfalo político que se acha o maioral e pensa que “nunca perdeu uma eleição, então vota em quem está na frente”. Esquecendo que afinal o único critério para escolha é simplesmente votar em quem considera o melhor, o mais bem preparado. Eu acredito sinceramente que nunca perdi um voto, mesmo quando meu candidato não se elegeu.

COM DADOS que flutuam de um dia e de uma empresa para outra como podemos segui-los? E para que serve exatamente saber quem está na frente?

SIM, AS PESQUISAS ELEITORAIS INFLUENCIAM O VOTO e consequentemente o resultado da campanha, portanto deveriam ser melhor geridas pela lei eleitoral e seus tribunais.

POR FALAR EM TRIBUNAIS ELEITORAIS, o TSE está com uma excelente campanha publicitária contra a corrupção nas eleições. Com linguagem simples e popular pela primeira vez vemos uma real preocupação em conscientizar o eleitor de sua importância. Adorei uma frase do Facebook que diz “Um povo que elege corrupto não é vítima, é cúmplice”.

NO MEIO DE TANTAS PROMESSAS, projetos, ações, emoções e sonhos eleitorais sempre me vem à cabeça três pontos: 1) tomara que o candidato a prefeito ou prefeita não esqueça PORQUE decidiu ser candidato(a); 2) tomara que a loucura do dia a dia da campanha não desvirtue as boas pessoas de seus ideais; 3) e que acima de tudo o cabeça de chapa tenha bem claro ATÉ ONDE aceita ir em nome da vitória nas urnas.

POR QUE AFINAL O QUE É VENCER? O preço de uma vitória às vezes desmerece seus louros. Principalmente quando desvia o vencedor de seu objetivo inicial, de seu sonho mais puro, de sua base idônea e de sua estrutura moral.

QUAL A PORCENTAGEM DE CANDIDATOS que têm a real consciência da importância de suas decisões? Quantos estão realmente prontos para vencer? (não seria melhor um psicotécnicozinho antes da homologação de candidaturas?)

BEM, PELA CAMPANHA JÁ PODEMOS CONHECER um pouco do viés administrativo do candidato e sua forma de conduzir situações difíceis. E o que mais mostra a cara da equipe e do povo que o elege é a forma com que comemora a vitória... poucos têm a grandeza de saber vencer.

GOSTARIA DE VIVER O DIA em que após o resultado das urnas todos os lados se abraçassem para comemorar a vitória da liberdade, da consciência, da democracia e do respeito à decisão da maioria (sou idealista incurável).

E PRÁ TERMINAR... “Ser prefeito(a) é mais que administrar obras e recursos, ser prefeito é administrar vidas.” KS

terça-feira, 11 de setembro de 2012


PESQUISA ELEITORAL É A BELA E A FERA DA MESMA HISTÓRIA. Como vivemos em uma democracia juvenil, muito ainda temos que aprender sobre processos eleitorais. Por isso a pesquisa eleitoral ainda não tem definido seu objetivo dentro deste processo. Basta observar que serve bem a quem está na frente, mas perde o valor imediatamente quando o adversário passa. Não dá para entender.

VEJA BEM, tenho certeza por experiência própria que a pesquisa (bem feita) é o item mais importante para o início de uma campanha e para o desenvolvimento de estratégias necessárias ao longo deste período. Mas tirando a necessidade de consumo interno, que outro valor benéfico a pesquisa de intenção de voto tem?

ESTAMOS ATÉ O PESCOÇO com denúncias de institutos que fraudam e alteram dados seja na coleta, seja na divulgação dos resultados. Isso é altamente danoso aos profissionais competentes e imprescindíveis dos bons institutos.

CONHEÇO PESSOAS GABARITADAS e responsáveis que fazem um trabalho essencial dentro de uma campanha, mas penso que a divulgação de resultados de pesquisa eleitorais deveria ser melhor avaliada, ter fiscalização mais eficiente e caso continue vindo a público, no mínimo ter legislação clara sobre esta publicação e suas conseqüências.

SABE O QUE ME PREOCUPA? É com aquele acéfalo político que se acha o maioral e pensa que “nunca perdeu uma eleição, então vota em quem está na frente”. Esquecendo que afinal o único critério para escolha é simplesmente votar em quem considera o melhor, o mais bem preparado. Eu acredito sinceramente que nunca perdi um voto, mesmo quando meu candidato não se elegeu.

COM DADOS que flutuam de um dia e de uma empresa para outra como podemos segui-los? E para que serve exatamente saber quem está na frente?

SIM, AS PESQUISAS ELEITORAIS INFLUENCIAM O VOTO e consequentemente o resultado da campanha, portanto deveriam ser melhor geridas pela lei eleitoral e seus tribunais.

POR FALAR EM TRIBUNAIS ELEITORAIS, o TSE está com uma excelente campanha publicitária contra a corrupção nas eleições. Com linguagem simples e popular pela primeira vez vemos uma real preocupação em conscientizar o eleitor de sua importância. Adorei uma frase do Facebook que diz “Um povo que elege corrupto não é vítima, é cúmplice”.

NO MEIO DE TANTAS PROMESSAS, projetos, ações, emoções e sonhos eleitorais sempre me vem à cabeça três pontos: 1) tomara que o candidato a prefeito ou prefeita não esqueça PORQUE decidiu ser candidato(a); 2) tomara que a loucura do dia a dia da campanha não desvirtue as boas pessoas de seus ideais; 3) e que acima de tudo o cabeça de chapa tenha bem claro ATÉ ONDE aceita ir em nome da vitória nas urnas.

POR QUE AFINAL O QUE É VENCER? O preço de uma vitória às vezes desmerece seus louros. Principalmente quando desvia o vencedor de seu objetivo inicial, de seu sonho mais puro, de sua base idônea e de sua estrutura moral.

QUAL A PORCENTAGEM DE CANDIDATOS que têm a real consciência da importância de suas decisões? Quantos estão realmente prontos para vencer? (não seria melhor um psicotécnicozinho antes da homologação de candidaturas?)

BEM, PELA CAMPANHA JÁ PODEMOS CONHECER um pouco do viés administrativo do candidato e sua forma de conduzir situações difíceis. E o que mais mostra a cara da equipe e do povo que o elege é a forma com que comemora a vitória... poucos têm a grandeza de saber vencer.

GOSTARIA DE VIVER O DIA em que após o resultado das urnas todos os lados se abraçassem para comemorar a vitória da liberdade, da consciência, da democracia e do respeito à decisão da maioria (sou idealista incurável).

E PRÁ TERMINAR... “Ser prefeito(a) é mais que administrar obras e recursos, ser prefeito é administrar vidas.” KS

domingo, 2 de setembro de 2012


ESTREOU NA SEMANA PASSADA O “TOMARA QUE CAIA” na Rádio Araranguá. Trata-se de um programa interativo, de discussão, reflexão e muita risada com a visão da(o) ouvinte e de Morgana Daniel, Léia Batista e euzinha sobre os mais diversos temas da atualidade. Toda sexta-feira, das 14:00h às 16:00h.

AGORA VAMOS À MINHA SEGUNDA PAIXÃO: A POLÍTICA (a primeira é o Grêmio... Aliás que Gre-Nal minha gente!!!). Bem, agora que toquei no assunto devo esclarecer que paixão nestes casos são amores acima do racional, que levam em conta dados, números e fatos, mas que mesmo quando todos eles estão prá baixo a gente continua defendendo o objeto de tão forte apego. O que é diferente de amor que... Bem deixa prá lá, afinal amor é tão sublime que não se explica.

MAS VOLTANDO À POLÍTICA quero refletir sobre os únicos dois caminhos que se apresentam nas eleições nos os quais candidatos se enquadram e pelos quais os eleitores devem se decidir por um: CONTINUIDADE OU MUDANÇA, ou seja, SITUAÇÃO OU OPOSIÇAO???

OU TEU CANDIDATO REPRESENTA O GOVERNO ATUAL OU NÃO. E só há estas duas opções, por isso todo candidato se identifica e defende um ou outro. Se analisarmos por este ângulo é possível clarear um pouco mais o cenário para tomarmos a decisão mais acertada.

PRIMEIRAMENTE ANALISE A PROPORCIONAL. Tu deves saber que os candidatos a vereador defendem os ideais e projetos da majoritária (prefeito e vice) de sua coligação. Então se tu já se decidiste por continuidade ou mudança fica mais fácil escolher entre aqueles que defendem teu ponto de vista.

DEPOIS ANALISE aqueles que desejam ocupar o cargo mais alto na representação de seu município. A primeira pergunta tu já respondeste, que é se tu aprovas a atual administração ou não. A resposta já lhe disse se sua escolha é de situação ou oposição. Mas lembre-se: tens que conhecer MESMO a atual administração, ler materiais de campanha, ouvir debates, propaganda de rádio e ir aos comícios de todos os concorrentes. Não pode ser nem oposição nem situação só porque acha bonito, tem que ter base.

SEGUNDA PERGUNTA: o candidato que representa teu ideal (de mudança ou continuidade) é pessoalmente apto ao cargo?

TERCEIRA: Tu tens orgulho (ou pelo menos não tens vergonha) de vê-lo representar a ti e teu município por quatro anos?

A QUARTA PERGUNTA: Ele demonstra unidade com o candidato a vice prefeito, ou é só uma conveniência, uma máscara?

E POR FIM SE PERGUNTE: o vice também está à altura de substituir o prefeito quando necessário?

SE TU CONSEGUIRES RESPONDER POSITIVAMENTE A ESTAS QUESTÕES, PARABÉNS!!! Teu voto está bem decidido. Mas espere aí, não tenha pressa. Tua decisão tem ainda 40 dias para se formar, informe-se o máximo possível.

SÓ NÃO VOTE “pelaamordedeus” POR PRESSÃO. Este é pior motivo pelo qual se deve votar em alguém. Se um candidato ou alguém em seu nome quiser te forçar ou obrigar teu voto nele ou mesmo colocar um adesivo ou placa... Esta já é razão suficiente para NÃO VOTAR no indivíduo. Quem força, ameaça e obriga NÃO TEM O MENOR RESPEITO POR TI, nem por ninguém. Não acredita em democracia, despreza pessoas, opiniões e é totalmente inapto a um cargo público. Está no mesmo nível de quem põe preço no teu voto.

E PARA TERMINAR... “Cada eleitor deve reconhecer seu valor único de decidir uma eleição, pois somente um voto separa o eleito do não eleito.” KS

quinta-feira, 16 de agosto de 2012


UMA BOA IDÉIA É INÚTIL SE GUARDADA. E inócua ou temerária se mal expressada. Isto serve para qualquer área da nossa vida, inclusive nos relacionamentos pessoais. Mas tratei a reflexão para a política (ah, que surpresa Karem!).
O FATO É QUE EXISTEM CANDIDATOS BRILHANTES que mal conseguem balbuciar seus projetos e candidatos “pirex” – aqueles bem rasinhos – que envolvem o ouvinte sem dizer coisa alguma. Como isso acontece?
BEM, O SER HUMANO TOMA DECISÕES em uma parte do cérebro que não está ligada à lógica, e sim ao sentimento, a emoção. O bom orador é aquele trás para si o público, que divide com ele as emoções das palavras e que o faz muitas vezes imaginar as cenas proferidas – independente da importância ou veracidade do que diz.
ESTUDOS RECENTES MOSTRAM QUE O ELEITOR assimila uma mensagem 7% pela palavra, ou seja, pelo conteúdo do discurso, 38% pelo tom de voz e 55% pela fisiologia do orador, ou seja, pela forma com que passa seu conteúdo – sua capacidade de falar com todo o corpo, de usar a linguagem não verbal.
EM MEUS CURSOS DE ORATÓRIA, COMUNICAÇÃO E EXPRESSÃO as pessoas perguntam onde encontrar a desenvoltura para falar em público. Sempre digo que a base está na segurança do que está se falando. Ou seja, o orador tem que dominar o assunto para resultar na naturalidade da improvisação. Nada deve ser decorado. O segundo passo é treinar, treinar e treinar... E depois treinar mais um pouquinho.
HÁ MUITOS EXERCÍCIOS que auxiliam neste sentido, mas nada é mais eficaz do que falar com o coração e a consciência. (principalmente quando esta ultima está bem limpinha)
PARA O ELEITOR A MISSÃO É OUTRA e tão difícil quanto para o candidato. Do lado de cá do discurso devemos identificar não só o melhor, mas o verdadeiro – e é aí que as coisas complicam. Vejo os falastrões usando estratégias em conteúdos vazios de veracidade. Ouço frases prontas nascidas de resultados planejados, mas que nada significam para quem diz.
O PROBLEMA É QUE QUEM FALA A VERDADE, saída do coração e da certeza na crença daquelas palavras infelizmente pouco se diferencia do bom mentiroso e enganador, pois ele repete exatamente o que o honesto diz e faz – é uma cópia só na casca.
PORÉM TEMOS UMA FORMA (única) de diferenciar o verdadeiro do falso: a história de cada um, o passado deles. Isto é inimitável e o eleitor deve considerar este principio tão ou mais importante que palavras e imagens mostradas na campanha eleitoral.
FAUSTO E ROMEU JÁ DELIRAVAM e eu (quem sou eu?) afirmo: UM NOME É TUDO. Quem tem, tem. Pense sobre isso, investigue quem são os candidatos de seu município, ouça vários lados e duvide um pouquinho de todos, procure de alguma maneira ter contato direto com os candidatos, mesmo que nos comícios. Saiba de onde ele veio e como foi parar ali.
PARA VEREADOR NÃO SE ESQUEÇA de considerar aquele que está mais próximo de ti e de sua família, seja geográfica, seja setorialmente. O vereador deve ter algo forte em comum com o eleitor. Este é um bom começo para escolher quem vai representá-lo na Câmara.
E PARA TERMINAR... Não esqueça que apoiadores de campanha nem sempre são amigos e só os verdadeiros amigos do candidato podem dar uma idéia de quem ele é.

terça-feira, 7 de agosto de 2012


TENHO CITADO NOS CURSOS QUE SOU MINISTRANTE de Planejamento Estratégico de Campanha e Preparação do Discurso, as quatro imagens criadas por Roger-gerad Schwartzenberg no livro “O estado espetáculo”, que baseia-se em três áreas nas quais trabalho e estudo: o teatro, a política e a comunicação.

O LIVRO DE 1977 traz como idéia central o Estado como um “produtor” de espetáculos e a política a sua encenação. Neste contexto a figura do político enquadra-se na função do ator/personagem.

SUA TEORIA APRESENTA QUATRO PAPÉIS PRINCIPAIS que instintivamente ou não, os candidatos encarnam na campanha eleitoral e implantam em suas administrações. Coincidentemente é possível associá-los a alguns presidentes brasileiros pós-abertura democrática, veja só:

O PRIMEIRO DELES É O HERÓI, aquele que vai resolver todos os problemas, que é fora do comum, forte, providencial, quase um o ídolo. Aqui não é difícil enquadrar Tancredo Neves e o Supercaçadordemarajás, Fernando Collor de Mello.

O SEGUNDO DELES É A MÃE OU O PAI DA PÁTRIA. Aquele que abraça todos seus filhos, independente de suas características e defeitos, sem preconceitos. Fala e defende todos igualmente, sendo duro e amável ao mesmo tempo. É o melhor personagem para comandar tempos ou circunstâncias adversas. Ninguém melhor neste personagem que a Presidente Dilma Roussef.

O TERCEIRO PAPEL É O DO LÍDER CHARMOSO aquele que através de seu charme conquista votos. Ele um gentleman, elegante e galante, que convence pela sedução, não por argumentos. É o próprio Fernando Henrique Cardoso – embora Collor também vestisse este figurino.

E POR FIM O COMMON MAN OU O HOMEM SIMPLES, “aquele que emerge das massas para comandá-las”, para representá-las. Precisa identificar em nossa história quem é? Claro, Lula.

ALGUNS CANDIDATOS/POLÍTICOS agregam mais de um destes personagens – o que dificulta a manutenção do papel. Mas é possível identificar entre os candidatos de seu município quem exerce cada um destes papeis? É um exercício interessante para fazer.

O AUTOR FAZ AINDA A REFLEXÃO de que “A política, outrora, era de idéias. Hoje, é (sic) pessoas. Ou melhor, personagens”. Mas eu discordo. Poucas partes da história humana foram conduzidas politicamente por idéias, o que justifica tão poucos bons exemplos. O poder político sempre esteve de mãos dadas com o espetáculo ou grandes personagens, objetivando maquiar a falta ou as más intenções de suas ideologias.

ANTES DE A POLÍTICA EXISTIR, por volta de 500 anos a.C. a Grécia já utilizava do espetáculo cênico para associar seu poder político e as pirâmides do Egito o materializaram descomunalmente. De lá pra cá as civilizações só se adaptaram às suas capacidades de espetacularização.

POR ISSO É IMPRESCINDÍVEL contemporanizar a teoria e perceber que em uma atualidade estruturada em rede e ambientada pela mídia é impossível não usar o recurso da emoção, da sensibilização, e por fim da encenação, seus rituais e espetáculos. Mesmo quando baseados em boas intenções.

A PRÓPRIA COMUNICAÇÃO em suas diversas áreas quando não trabalha produzindo espetáculo político implora para que alguém o produza. Penso que o pior do espetáculo político é o que os meios de comunicação produzem: a leviandade de DISCUTIR OS POLÍTICOS, AO INVÉS DE DISCUTIR POLÍTICA. Nada é mais contraproducente a um povo do que a mídia valorizar mais as pessoas do que as idéias.

POLÍTICA É MUITO MAIS DO QUE MAUS EXEMPLOS PESSOAIS. O primeiro é uma forma de promover a organização e harmonia social, o segundo é apenas fofoca.







sábado, 4 de agosto de 2012


SENTADA ONTEM EM UM LOCAL PÚBLICO ouvi a conversa de duas mulheres atrás de mim. Pelo tom de voz não faziam questão de esconder o conteúdo do diálogo. De repente uma delas disse com muito orgulho. “Fulano foi me pedir o voto lá na loja, mas eu voto em quem o André (namorado ou marido) manda”. Antes do meu enfarte espiritual ainda ouvi a outra completar: “Ah, eu pego a primeira colinha que me dão!!!

QUIS PEDIR DEMISSÃO do meu auto-intitulado posto de conscientizadora política. É um passo à frente e 10 para trás. É chocante, deprimente.

MESMO ALGUÉM FÚTIL deveria saber que o preço do esmalte gliter depende de decisões políticas – ainda mais quando é importado. Mesmo alguém com pouca condição financeira deveria saber que o valor do ticket do ônibus, entre outras coisas, dependem do encaminhamento político. Mesmo alguém sem acesso à informação deveria saber que os meios de comunicação são igualmente geridos por decisões políticas. Como alguém pode viver tão alheio a questões de suma importância?

NEM ESTOU FALANDO DE MILITÂNCIA, ou partidarismo. Estou falando do nosso direito individual e intransferível de escolher quem julgamos ser melhor para nos representar no executivo e no legislativo.

A MOCINHA DA HISTÓRIA sequer sonha que a loja dela só a mantém trabalhando por decisões que passam pela sua própria decisão política. Fico ainda mais apreensiva em pensar que o tal “André” não deve colaborar em muita coisa, pois se fosse minimamente consciente já teria conversado com a companheira sobre liberdade, inteligência e opinião pessoal. Aff!!!

NÃO É QUESTÃO DE GOSTO, temos que entender e pronto. Política é igual a algumas leis básicas de convivência social, gostando ou não todo mundo conhece... E as cumprem na maioria esmagadora das vezes. Quantas outras coisas temos que entender pelo menos o básico para garantir uma convivência harmoniosa e próspera?

EM UM CURSO DE PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO (beijo, meninas!) na semana passada ouvi uma pergunta bastante pertinente de uma participante: “O que respondo quando alguém me diz que sou louca em ser candidata a vereadora, que política é coisa suja?”

RESPONDA: “Louca é você em não incentivar a participação de pessoas sérias para ocupar cargos tão importantes. Onde você espera chegar com sua propaganda negativa? Como vamos “limpar” o setor com este tipo de postura?”

IMAGINE SE COMEÇÁSSEMOS a evidenciar o lado negativo de qualquer posição, digamos dos médicos. Se uma grande massa comesse a repetir aos quatro cantos que todo médico é um dinheirista, que só pensa em sua conta bancária, que não cumpre os horários, que ganha propina para repassar certos tipos de medicamentos, que alguns se aproveitam da função para abusar de clientes, etc, etc, etc?

QUEM PODERIA QUERER SER MÉDICO A PARTIR DE ENTÃO? Só os “loucos” que se importassem acima de tudo com a saúde das pessoas, e os cretinos que não se importassem com a opinião de um público de raciocínio tão raso e leviano – e estes seriam a maioria, pode apostar.

NÃO É OBVIO O RACIOCÍNIO? Tudo bem, mesmo que ainda não seja não vou desistir de propagar meus ideais, até o dia em que todos os moinhos respondam ou discutam à altura.

E PARA TERMINAR... “Trabalhe como um adulto e acredite como uma criança”. KS