UMA BOA IDÉIA É INÚTIL SE GUARDADA. E inócua ou temerária
se mal expressada. Isto serve para qualquer área da nossa vida, inclusive nos
relacionamentos pessoais. Mas tratei a reflexão para a política (ah, que
surpresa Karem!).
O FATO É QUE EXISTEM CANDIDATOS BRILHANTES que mal conseguem
balbuciar seus projetos e candidatos “pirex”
– aqueles bem rasinhos – que envolvem o ouvinte sem dizer coisa alguma. Como
isso acontece?
BEM, O SER HUMANO TOMA DECISÕES em uma parte do
cérebro que não está ligada à lógica, e sim ao sentimento, a emoção. O bom
orador é aquele trás para si o público, que divide com ele as emoções das
palavras e que o faz muitas vezes imaginar as cenas proferidas – independente
da importância ou veracidade do que diz.
ESTUDOS RECENTES MOSTRAM QUE O ELEITOR assimila uma mensagem
7% pela palavra, ou seja, pelo conteúdo do discurso, 38% pelo tom de voz e 55%
pela fisiologia do orador, ou seja, pela forma com que passa seu conteúdo – sua
capacidade de falar com todo o corpo, de usar a linguagem não verbal.
EM MEUS CURSOS DE ORATÓRIA, COMUNICAÇÃO E
EXPRESSÃO
as pessoas perguntam onde encontrar a desenvoltura para falar em público.
Sempre digo que a base está na segurança do que está se falando. Ou seja, o
orador tem que dominar o assunto para resultar na naturalidade da improvisação.
Nada deve ser decorado. O segundo passo é treinar, treinar e treinar... E
depois treinar mais um pouquinho.
HÁ MUITOS EXERCÍCIOS que auxiliam neste
sentido, mas nada é mais eficaz do que falar com o coração e a consciência.
(principalmente quando esta ultima está bem limpinha)
PARA O ELEITOR A MISSÃO É OUTRA e tão difícil quanto
para o candidato. Do lado de cá do discurso devemos identificar não só o
melhor, mas o verdadeiro – e é aí que as coisas complicam. Vejo os falastrões
usando estratégias em conteúdos vazios de veracidade. Ouço frases prontas
nascidas de resultados planejados, mas que nada significam para quem diz.
O PROBLEMA É QUE QUEM FALA A VERDADE, saída do coração e
da certeza na crença daquelas palavras infelizmente pouco se diferencia do bom mentiroso
e enganador, pois ele repete exatamente o que o honesto diz e faz – é uma cópia
só na casca.
PORÉM TEMOS UMA FORMA (única) de diferenciar
o verdadeiro do falso: a história de cada um, o passado deles. Isto é inimitável
e o eleitor deve considerar este principio tão ou mais importante que palavras
e imagens mostradas na campanha eleitoral.
FAUSTO E ROMEU JÁ DELIRAVAM e eu (quem sou eu?)
afirmo: UM NOME É TUDO. Quem tem, tem. Pense sobre isso, investigue quem são os
candidatos de seu município, ouça vários lados e duvide um pouquinho de todos, procure
de alguma maneira ter contato direto com os candidatos, mesmo que nos comícios.
Saiba de onde ele veio e como foi parar ali.
PARA VEREADOR NÃO SE ESQUEÇA de considerar aquele
que está mais próximo de ti e de sua família, seja geográfica, seja
setorialmente. O vereador deve ter algo forte em comum com o eleitor. Este é um
bom começo para escolher quem vai representá-lo na Câmara.
E PARA TERMINAR... Não esqueça que apoiadores
de campanha nem sempre são amigos e só os verdadeiros amigos do candidato podem
dar uma idéia de quem ele é.