sábado, 21 de julho de 2012


FICO INDIGNADA QUANDO OUÇO COISAS DO TIPO: “Fulano não ganha esta eleição porque não tem dinheiro”.  Este é o pior e mais injusto motivo para se perder uma eleição.

ANALISEMOS A PROBLEMÁTICA: sabemos da necessidade de condição financeira mínima para viabilizar os custos de uma campanha. Mas afinal no que um candidato precisa gastar? Basicamente na sua divulgação e de seus projetos.

SÃO SANTINHOS, outdoors, placas, adesivos e demais matérias gráficos; comícios e tudo que envolve estes eventos, do apresentador aos balões; carros de som; linhas telefônicas; carro disponível para o candidato; pessoal de criação e distribuição; aluguel de comitê; e gastos com programas de rádio e TV quando há – que por sinal onera bastante o orçamento.

TUDO ISTO NÃO É POUCO. Os gastos com esta organização pode chegar a quantias mínimas muito altas para serem custeadas diretamente pela pessoa do candidato. Então o que ocorre?  Para os candidatos, digamos limpinhos, inicia uma humilde busca de doações entre amigos, parentes, um empréstimo pessoal e trabalho voluntário.  Mas nem todos são assim.

É IMPOSSÍVEL IDENTIFICAR O INÍCIO DA BOLA DE NEVE DA CORRUPÇÃO POLÍTICA no país, mas podemos iniciar o raciocínio pela campanha eleitoral. Bem, se o candidato não pode custeá-la, às vezes nem usando destas soluções caseiras, como levar a diante o projeto?

ALTERNATIVA a) Ter fé nas pessoas; b) Desistir; c) Aliar ou “vender” o projeto a quem possa pagá-lo, ou seja, comprometer-se com alguém que financie a campanha; d) Escolher um candidato rico que nada sabe sobre administração pública e às vezes sequer gosta de gente; e) Aceitar o candidato que o financiador indica... Tirando a primeira opção, as demais são propícias ao que chamo de “VITÓRIA DO FRACASSO”.

GERALMENTE A FRASE do primeiro parágrafo é dirigida ao candidato “limpinho”. Aquele que geralmente tem uma vida já dedicada a causas sociais, que é sempre procurado nas horas de necessidade. Que usa seu poder, seja ele proveniente de onde for, para distribuir benefícios coletivos. Aquele que não tem acúmulo de fortuna justamente porque é generoso e embasa seus atos num grande senso de justiça social e muita vontade de trabalhar pelo todo.

AGORA VEJA SÓ: ESTE É O QUE TEM MENOS CHANCE. “Porque não tem dinheiro...” para pagar a parte do pai de toda ignorância e senhor da corrupção: o interesse pessoal do eleitor. É ele quem onera a campanha exigindo desde o combustível para a carreata, até o piso da cozinha. Passando aí pelos mais absurdos pedidos e desrespeito a quem pensa política como algo sério – e acredite – tem gente que destes dois tipos.

É O ELEITOR CORRUPTO que vende seu voto, negocia seu futuro pessoal, empenha o futuro coletivo, ignora e acaba por assassinar o apelo dos poucos candidatos ilibados que ainda insistem em não entregar ao bandido o tesouro pertencente à sociedade. Qual o futuro de uma organização assim? Isto que estamos vendo por aí... como se fosse algo caído do céu e não de nossa responsabilidade.

É POR ISSO QUE O FINANCIAMENTO PÚBLICO DE CAMPANHA pode expurgar parte da corrupção política no país. Pois minimiza diferenças financeiras, tornar mais justa e inteligente a disputa, valoriza a equidade partidária, oblitera canais escusos de financiamento, libera os candidatos de compromissos indesejados, desobriga as administrações a “retornar o investimento prévio” e acima de tudo, tem gerenciamento, fiscalização e responsabilidade direta da justiça eleitoral – que ainda funciona com competência e agilidade acima da média das outras justiças no Brasil.

E PARA TERMINAR... Afinal, já não é a sociedade quem paga um alto preço por campanhas desmedidas e governos desonestos? 

quarta-feira, 11 de julho de 2012


A NATUREZA HUMANA É MESMO INCRÍVEL. Enquanto algumas instituições de ensino se esforçavam para disponibilizar a vacina contra a gripe H1N1, a população apareceu e agradeceu deixando seu rastro inconfundível.

AS FILAS FORAM ENORMES e por onde passaram as pessoas jogaram tanto lixo no chão que é revoltante perceber que nem uma ação social pode fazer a massa pensar. Teve uma escola que foi agraciada com quilos de latas de refrigerante, salgadinho, bolacha, água, cigarro, etc. Tudo prá dentro de seu pátio.

A PARTICIPAÇÃO EFETIVA DAS MULHERES nos pleitos eleitorais deve aumentar gradativamente no Brasil, a exemplo de todo mundo. Entretanto, aqui ainda se faz necessário ter regras de cotas para preenchimento de vagas ao legislativo - uma imposição discutível.

A MAIORIA DOS PARTIDOS NO BRASIL, e em nossa região não é diferente, ainda é comandada por homens. Suas executivas e diretórios, que são os que decidem as candidaturas, dão prioridade ao seu próprio gênero. Não há incentivo a participação e criação de lideranças políticas femininas fora dos períodos eleitorais. Em solo nacional, nenhum outro partido dá tanta voz e vez as mulheres como o PT.

SE POR UM LADO A LEI É SEXISTA, por outro, força a equidade de chances no futuro. Pois embora ainda haja uma maioria (que vergonha) de “laranjas” como candidatas à proporcional, os líderes partidários cada vez mais terão que dar lugar às mulheres nas cadeiras do poder e não há duvida de que só as competentes vão ascender.

A PRIMEIRA PREFEITA DO BRASIL foi nomeada no Rio Grande do Norte, em 1929. Isso porque as mulheres brasileiras só tiveram direito a votar e ser votada em 1932. Já em 1933 elegemos nossa primeira Deputada Federal e em 1979 a primeira Senadora. Em 1982 o país teve sua primeira Ministra de Estado e em 1986 foram eleitas a primeira Governadora e primeira Prefeita de capital. Em 1989 foi registrada a primeira candidatura feminina à Presidência da República. E em 2010 o Brasil elegeu sua primeira Presidenta.

HOJE, 79 ANOS APÓS A CONQUISTA DO VOTO o extremo sul tem três candidatas a prefeita: em Arroio do Silva, Maracajá e Passo de Torres. Maracajá inovou colocando pela primeira vez na história da região (penso que provavelmente de todo estado) uma chapa exclusivamente feminina.

AINDA ASSIM A MINORIA É VISÍVEL nos 15 municípios, dá quatro por um. Mas já foi pior. Somente há oito anos a AMESC teve suas primeiras duas candidatas ao comando do executivo - com exceção de Araranguá, que nos anos 80 teve Jucélia Costa substituindo a candidatura de seu pai por impedimento durante a eleição.

NOSSA REGIÃO TEM HOJE SOMENTE UMA PREFEITA, Geci Casagrande, de Santa Rosa do Sul, mas o futuro dirá se continuaremos ou aumentaremos a representatividade feminina na AMESC.

A CAMPANHA ESTÁ LIBERADA OFICIALMENTE. Mas estas primeiras semanas serão resguardadas à organização de equipe, preparação de material e planejamento estratégico. Somente a partir de agosto veremos e ouviremos a campanha bem próxima do nosso dia a dia.

OUÇA TUDO. OUÇA TODOS. SEM PRECONCEITOS. Tente saber o máximo possível sobre os candidatos, seus projetos e sua equipe.

E PARA TERMINAR... VOTE CONSCIENTE. NÃO TROQUE SEU VOTO POR NADA. Nenhum valor pode superar seu poder de cidadão!

terça-feira, 3 de julho de 2012


“QUEM NÃO TEM CANDIDATO, NÃO TEM PARTIDO”. A máxima prevaleceu nas decisões tensas e de última hora em Araranguá.

ATÉ SEXTA-FEIRA TUDO ERA POSSÍVEL. PP, PT e PMDB navegaram por todas as possibilidades até os 45 do segundo tempo. E como previsto por esta coluna na terça-feira passada, a surpresa veio e não foi pequena.

O CANDIDATÍSSIMO PROGRESSISTA Dau Ghizzo correu do páreo – esta não é a novidade, pois já havia apostado que ele não chegava ao fim.  A surpresa ficou por conta da forma como o ex-Prefeito escolheu para abandonar seus companheiros. Um gentleman como Dau esqueceu esta sua característica marcante e agiu de forma irresponsável e infantil. É caso até para rever sua filiação no partido.

O DESASTRE DE SUA FUGA na calada da madrugada ainda pode ser maior para o partido, que agora concorre com chapa pura, caso não se mantenha no poder. Só para tirar as derradeiras dúvidas, Dau desistiu primeiro via Facebook, as 4 horas da manha e depois oficialmente, via uma carta para o partido na sexta-feira.

COMO SEMPRE DIGO, ser candidato é tão ou mais difícil do que vencer as eleições. É preciso nervos de aço e muito planejamento estratégico para manter-se no páreo. Por isso, cada candidato já é um vencedor dentro de seu grupo e quanto maior o grupo...

O PREFEITO MARIANO e o Presidente do partido, Ernani Ribeiro deram toda abertura para a viabilização da candidatura de Dau. A contra gosto ou não, Mariano aceitou a insistência do pré-candidato e retirou-se da condução do processo. Não havia outra coisa a fazer.

O NOME DE DAU É VENTILADO COMO pré-candidato a Prefeito e Deputado em todas as eleições dos últimos 20 anos e sempre sai pela tangente. Mariano resolveu então não ser o algoz do correligionário e desta vez deu toda a corda necessária. Entretanto, Dau utilizou-a para dar um laço forte em todo o partido e na quinta-feira pendurou-se com todos os progressistas.

NO FINAL DAS CONTAS, cada grande partido do município garantiu seu próprio candidato na cabeça. A tática fortalece cada sigla, embora só uma saia com o troféu maior.

E A CORRIDA SERÁ PESADA. Sandro Maciel vem com uma determinação jamais vista antes em suas campanhas. Cesar Cesa também chega fortalecido pela desarticulação progressista e por incrível que pareça a chapa de situação é a que inicia o processo eleitoral com mais dificuldades de sentir e transmitir confiança.

SANDRO MACIEL, candidato pelo PT dá uma cartada forte em sua carreira. Caso saia vitorioso neste pleito inicia uma longa e importante jornada política, além de fortalecer o partido na região. Caso sua chapa não vença, cabe a Sandro somente uma tentativa de candidatar-se a deputado estadual em 2014, já que o partido tem uma lacuna grande a ser preenchida na AMESC e AMREC.

A FIDELIDADE DO PDT, na pessoa de Rodrigo Turatti como vice de Sandro Maciel foi decisivo para o fechamento do G7. Na ultima hora o empresário foi assediado por todos e virou o fiel da balança.Lembro que a dupla já concorreu junta em 2004, quando Mariano Mazzuco venceu com Cesar Césa de vice – que hoje é o candidato a prefeito pelo PMDB.

E PARA TERMINAR... "Política é quase tão excitante quanto a guerra, e quase tão perigosa. Na guerra, você só pode ser morto uma vez, mas, em política, muitas vezes." Winston Churchill