terça-feira, 6 de novembro de 2012


SERÁ PROTOCOLADA AINDA HOJE ação que pede a cassação do candidato a prefeito eleito de Praia Grande Valcir Daros e seu vice. Baseado em diversas gravações de compra de voto durante as eleições no município, o caso ganhou notoriedade estadual. Segundo o advogado responsável pela ação, Marcos Pizzolo, “são provas muito contundentes, a cassação neste caso é muitíssimo provável”. O tempo e a justiça dirão.

A INSTABILIDADE DAS ALIANÇAS DE COLOMBO gera dúvidas para 2014. Com o resultado do segundo turno de Florianópolis e Joinville as coisas ficam ainda mais confusas, senão vejamos:

O NAMORO COM PROGRESSISTAS teve início já nas primeiras semanas de governo. Sem dúvida este fator foi decisivo para Colombo governar na santa paz da maioria da Assembléia. Mas esta tranqüilidade tem os dias contados, se levarmos em consideração a impossibilidade de toda a atual base aliada estar unida nas eleições para o governo do estado.

COLOMBO PEITOU O PMDB NA CAPITAL e misturou seu sangue com nada menos que o filho de Esperidião e Ângela Amim – demonstrando com esta decisão não só interesse na força progressista como preterindo o candidato peemedebista.

A GUERRA FOI ENTÃO CLARAMENTE DECLARADA contra o prefeito Dario Berger que amargou a derrota perdendo não só o pleito atual, como inviabilizando sua pretensa candidatura ao governo pelo PMDB. Era o que Raimundo queria... Um a menos nas contas dele...

PODERÍAMOS DIZER QUE DIANTE DESTE QUADRO, o casamento entre PSD e PP estaria com data marcada. Entretanto três fatores podem interferir nesta união:

1 – O candidato de LHS venceu de virada as eleições de Joinville. Com Dário fora do páreo, mas com a vitória do PMDB no maior colégio eleitoral do estado Colombo afastou um rival e ganhou outro - nada menos que o ex-governador, que é sem dúvida o nome mais forte do partido e nada tem a perder de seu mandato de oito anos no senado se concorrer ao governo contra Colombo. No mínimo LHS reforça sua condição de impor mais uma edição da tríplice aliança;

2 – O PP vem perdendo muito espaço nas administrações municipais e o resultado das ultimas eleições piorou ainda mais o quadro. Aqui no extremo sul, por exemplo, a queda é vertiginosa. As derrotas em Araranguá e Sombrio, dois municípios referência, são uma estocada forte nas pretensões dos progressistas de pleitear vaga de vice na chapa de Colombo, mesmo a região de Tubarão tendo registrado melhores resultados;

3 – Por outro lado, com o corte profundo nos investimentos do governo para os próximos dois anos, Colombo deixou todos os prefeitos à beira de um ataque de nervos, não só inviabilizando alguns compromissos de governo, como colocando em risco a aprovação de contas das administrações. Este fator gera insegurança no PP. O partido ocuparia cargos no estado agora logo após as eleições, mas entrar em time de retranca, que dará aos secretários o poder somente de dizer NÃO, não é lá a melhor estratégia de ganhar simpatia política. A questão é até quando os progressistas aguentarão a desconfortável e frágil posição de não ser nem situação, nem oposição.

A PARTICIPAÇÃO EFETIVA DO PP e possível saída de outros aliados da administração estadual nos próximos meses indicarão com mais clareza o caminho que os partidos seguirão.

PMDB, PSD, PSDB e PP têm muito que conversar nos próximos meses. Enquanto isso, o PT se fortalece em sua clara (o) posição e aguarda o resultado destas conversas.

E PARA TERMINAR... “Indecisão é quando você sabe muito bem o que quer, mas acha que devia querer outra coisa.” Adriana Falcão

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