SERÁ
PROTOCOLADA AINDA HOJE ação que pede a cassação do candidato a
prefeito eleito de Praia Grande Valcir Daros e seu vice. Baseado em diversas
gravações de compra de voto durante as eleições no município, o caso ganhou
notoriedade estadual. Segundo o advogado responsável pela ação, Marcos Pizzolo,
“são provas muito contundentes, a cassação neste caso é muitíssimo provável”. O
tempo e a justiça dirão.
A
INSTABILIDADE DAS ALIANÇAS DE COLOMBO gera dúvidas para 2014. Com
o resultado do segundo turno de Florianópolis e Joinville as coisas ficam ainda
mais confusas, senão vejamos:
O
NAMORO COM PROGRESSISTAS teve início já nas primeiras semanas de
governo. Sem dúvida este fator foi decisivo para Colombo governar na santa paz
da maioria da Assembléia. Mas esta tranqüilidade tem os dias contados, se
levarmos em consideração a impossibilidade de toda a atual base aliada estar
unida nas eleições para o governo do estado.
COLOMBO
PEITOU O PMDB NA CAPITAL e misturou seu sangue com nada menos
que o filho de Esperidião e Ângela Amim – demonstrando com esta decisão não só
interesse na força progressista como preterindo o candidato peemedebista.
A
GUERRA FOI ENTÃO CLARAMENTE DECLARADA contra o prefeito Dario Berger
que amargou a derrota perdendo não só o pleito atual, como inviabilizando sua
pretensa candidatura ao governo pelo PMDB. Era o que Raimundo queria... Um a
menos nas contas dele...
PODERÍAMOS
DIZER QUE DIANTE DESTE QUADRO, o casamento entre PSD e PP
estaria com data marcada. Entretanto três fatores podem interferir nesta união:
1
– O candidato de LHS venceu de virada as eleições de Joinville. Com
Dário fora do páreo, mas com a vitória do PMDB no maior colégio eleitoral do
estado Colombo afastou um rival e ganhou outro - nada menos que o ex-governador,
que é sem dúvida o nome mais forte do partido e nada tem a perder de seu
mandato de oito anos no senado se concorrer ao governo contra Colombo. No
mínimo LHS reforça sua condição de impor mais uma edição da tríplice aliança;
2
– O PP vem perdendo muito espaço nas administrações
municipais e o resultado das ultimas eleições piorou ainda mais o quadro. Aqui
no extremo sul, por exemplo, a queda é vertiginosa. As derrotas em Araranguá e
Sombrio, dois municípios referência, são uma estocada forte nas pretensões dos
progressistas de pleitear vaga de vice na chapa de Colombo, mesmo a região de
Tubarão tendo registrado melhores resultados;
3
– Por outro lado, com o corte profundo nos investimentos do
governo para os próximos dois anos, Colombo deixou todos os prefeitos à beira de um ataque de nervos, não só
inviabilizando alguns compromissos de governo, como colocando em risco a
aprovação de contas das administrações. Este fator gera insegurança no PP. O
partido ocuparia cargos no estado agora logo após as eleições, mas entrar em
time de retranca, que dará aos secretários o poder somente de dizer NÃO, não é
lá a melhor estratégia de ganhar simpatia política. A questão é até quando os
progressistas aguentarão a desconfortável e frágil posição de não ser nem situação,
nem oposição.
A
PARTICIPAÇÃO EFETIVA DO PP e possível saída de outros aliados da
administração estadual nos próximos meses indicarão com mais clareza o caminho
que os partidos seguirão.
PMDB,
PSD, PSDB e PP têm muito que conversar nos próximos meses.
Enquanto isso, o PT se fortalece em sua clara (o) posição e aguarda o resultado
destas conversas.
E
PARA TERMINAR... “Indecisão é quando você sabe muito bem o que quer, mas acha que
devia querer outra coisa.” Adriana Falcão
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