PESQUISA ELEITORAL É A BELA E A FERA DA MESMA HISTÓRIA. Como vivemos em uma
democracia juvenil, muito ainda temos que aprender sobre processos eleitorais. Por
isso a pesquisa eleitoral ainda não tem definido seu objetivo dentro deste
processo. Basta observar que serve bem a quem está na frente, mas perde o valor
imediatamente quando o adversário passa. Não dá para entender.
VEJA BEM, tenho certeza por experiência própria que a
pesquisa (bem feita) é o item mais importante para o início de uma campanha e
para o desenvolvimento de estratégias necessárias ao longo deste período. Mas tirando
a necessidade de consumo interno, que outro valor benéfico a pesquisa de
intenção de voto tem?
ESTAMOS ATÉ O PESCOÇO com denúncias de institutos que fraudam
e alteram dados seja na coleta, seja na divulgação dos resultados. Isso é
altamente danoso aos profissionais competentes e imprescindíveis dos bons
institutos.
CONHEÇO PESSOAS GABARITADAS e responsáveis que
fazem um trabalho essencial dentro de uma campanha, mas penso que a divulgação
de resultados de pesquisa eleitorais deveria ser melhor avaliada, ter fiscalização
mais eficiente e caso continue vindo a público, no mínimo ter legislação clara
sobre esta publicação e suas conseqüências.
SABE O QUE ME PREOCUPA? É com aquele acéfalo
político que se acha o maioral e pensa que “nunca
perdeu uma eleição, então vota em quem está na frente”. Esquecendo que afinal
o único critério para escolha é simplesmente votar em quem considera o melhor,
o mais bem preparado. Eu acredito sinceramente que nunca perdi um voto, mesmo
quando meu candidato não se elegeu.
COM DADOS que flutuam de um dia e de uma empresa para outra
como podemos segui-los? E para que serve exatamente saber quem está na frente?
SIM, AS PESQUISAS ELEITORAIS INFLUENCIAM O VOTO e consequentemente o
resultado da campanha, portanto deveriam ser melhor geridas pela lei eleitoral
e seus tribunais.
POR FALAR EM TRIBUNAIS ELEITORAIS, o TSE está com uma
excelente campanha publicitária contra a corrupção nas eleições. Com linguagem
simples e popular pela primeira vez vemos uma real preocupação em conscientizar
o eleitor de sua importância. Adorei uma frase do Facebook que diz “Um povo que elege corrupto não é vítima, é
cúmplice”.
NO MEIO DE TANTAS PROMESSAS,
projetos, ações, emoções e sonhos eleitorais sempre me vem à cabeça três
pontos: 1) tomara que o candidato a prefeito ou prefeita não esqueça PORQUE
decidiu ser candidato(a); 2) tomara que a loucura do dia a dia da campanha não desvirtue
as boas pessoas de seus ideais; 3) e que acima de tudo o cabeça de chapa tenha
bem claro ATÉ ONDE aceita ir em nome da vitória nas urnas.
POR QUE AFINAL O QUE É VENCER? O preço de uma vitória
às vezes desmerece seus louros. Principalmente quando desvia o vencedor de seu
objetivo inicial, de seu sonho mais puro, de sua base idônea e de sua estrutura
moral.
QUAL A PORCENTAGEM DE CANDIDATOS que têm a real
consciência da importância de suas decisões? Quantos estão realmente prontos
para vencer? (não seria melhor um psicotécnicozinho
antes da homologação de candidaturas?)
BEM, PELA CAMPANHA JÁ PODEMOS CONHECER um pouco do viés
administrativo do candidato e sua forma de conduzir situações difíceis. E o que
mais mostra a cara da equipe e do povo que o elege é a forma com que comemora a
vitória... poucos têm a grandeza de saber vencer.
GOSTARIA DE VIVER O DIA em que após o
resultado das urnas todos os lados se abraçassem para comemorar a vitória da
liberdade, da consciência, da democracia e do respeito à decisão da maioria (sou
idealista incurável).
E PRÁ TERMINAR... “Ser
prefeito(a) é mais que administrar obras e recursos, ser prefeito é administrar
vidas.” KS