quarta-feira, 24 de novembro de 2010

A REVISTA TIME divulgou a lista das 25 MULHERES MAIS INFLUENTES DO SÉCULO XX. Mesmo citando nomes de países variados, a lista privilegia nomes dos Estados Unidos e acaba por esquecer algumas mulheres emblemáticas e suas historias que também mudaram de alguma forma sua época.

TER INFLUENCIA é incutir, inspirar, exercer algum poder sobre as pessoas. Sem duvida as mulheres citadas pela Time têm historias fascinantes, embora algumas não sejam conhecidas do grande publico. A primeira da lista é a primeira norte-americana premiada com o Nobel da Paz Jane Addams (1860-1935) e sua luta pelo voto e direitos trabalhistas femininos e atuação pacifista.

AS OUTRAS DEZ EM ORDEM DE INFLUENCIA SÃO:

· Corazon Aquino (1933-2009) ex-presidente das Filipinas;

· Rachel Carson (EUA 1907-1964) bióloga fundamental para o início do movimento ecológico;

· Coco Chanel (1883-1971) estilista francesa que revolucionou a expressão feminina por meio da moda;

· Julia Child (EUA 1912-2004) autora de livros de culinária e apresentadora de televisão (???);

· Hillary Clinton (EUA 1947) ex-senadora e atual secretária de Estado. Em minha opinião, uma das mais influentes mulheres do mundo hoje, porem se pensarmos em século XX, ela exercia “apenas” a posição de primeira-dama norte americana com uma atuação sem destaques;

· Marie Curie (1867-1934) cientista polonesa, ganhadora de dois Nobel de física e um de química;

· Aretha Franklin (EUA 1942) cantora americana, segunda maior ganhadora do Grammy;

· Indira Gandhi (1917-1984) primeira mulher a ocupar o cargo de chefe do governo indiano;

· Estée Lauder (EUA 1908-2004) criadora da empresa cosmética que leva o seu nome;

· Madonna (EUA 1958) cantora norte americana que dispensa comentários, pois está hoje ditando regras de comportamento para o inconsciente coletivo mundial e superou todos os recordes da historia da musica;

A LISTA TRÁS AINDA (na ordem):

Margaret Mead (1901-1978) antropóloga cultural norte-americana;

Golda Meir (1898-1978) política israelense;

Angela Merkel (1954) atual chanceler alemã;

Sandra Day O'Connor (1930) jurista da Suprema Corte dos EUA e ex-senadora;

Rosa Parks (1913-2005) costureira negra norte-americana, símbolo do Movimento dos Direitos Civis e luta antissegregacionista daquele pais;

Jiang Qing (1914-1991) política chinesa, esposa de Mao Tse-tung, dirigiu a Revolução Cultural na arte e foi a pessoa mais poderosa nos últimos anos do regime maoísta;

Eleanor Roosevelt (1884-1962) esposa do ex-presidente norte-americano, foi diplomata e ativista dos direitos humanos;

Margaret Sanger (1879-1966) ativista norte-americana do controle de natalidade e do direito ao aborto legal para evitar nascimento de crianças com doenças e hereditárias graves (na minha opinião uma segregadora);

Gloria Steinem (1934) jornalista feminista e anti-racista dos EUA;

Martha Stewart (1941) a empresária americana, ex-apresentadora de TV (foi presa por sonegação) há alguns anos;

Madre Teresa (1910-1997) missionária católica beatificada em 2003;

Margaret Thatcher (1925) ex-primeira-ministra britânica;

Oprah Winfrey (1954) apresentadora de televisão;

Virginia Woolf (1882-1941) escritora inglesa.

AO TODO SÃO 14 NORTE-AMERICANAS (um exagero e protecionismo no mercado de celebridades). Alem do mais, onde ficaram mulheres como Frida Kahlo, Isadora Duncan, Jaqueline Kennedy Onassis, Pina Bausch, Marylin Monroe, Zsa Zsa Gabor, Martina Navratilova e principalmente, em minha opinião, uma das mulheres mais influentes da segunda metade do século passado, a princesa Diana. Entre tantas outras que não me vem agora.

QUEM FICOU DE FORA EM SUA OPINIÃO? E NO BRASIL QUEM SERIAM?

MUDANDO DE ASSUNTO... O Cemitério Frei Protásio de Praia Grande está sendo ampliado pela administração municipal. A sugestão é para que a capela na entrada do cemitério tenha novamente o nome de Frei Agostinho, dado oficialmente há alguns anos e que se perdeu pelo descaso das administrações anteriores. A homenagem ao clérigo católico é merecida e não pode ser esquecida.

E NA PRÓXIMA COLUNA comento sugestão do leitor Antonio N. B. sobre abstenção do Brasil na votação da ONU que condena amputações, chibatadas e apedrejamento como punição no Irã.

E PARA ENCERRAR... "Os homens mentiriam muito menos se as mulheres fizessem menos perguntas". Max Nunes

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