HOJE, 16 DE NOVEMBRO DE 2010, JOSÉ DE SOUSA SARAMAGO, argumentista, dramaturgo, contista, romancista e poeta português estaria completando 88 anos, não tivesse este grande pensador e escritor falecido em 18 de junho deste ano.
COINCIDÊNCIA OU NÃO, semana passada recebi um e-mail com alguns dizeres deste mestre.
SARAMAGO foi acima de tudo um tradutor da alma humana. No desejo de suscitar a reflexão de meus leitores e em homenagem a este ganhador do Nobel de literatura, dedico minha coluna desta semana. Sabedora de minha diminuta capacidade de escrever, comparativamente a deste admirável jornalista, utilizo-me de suas próprias palavras – extraídas do texto que recebi – para realizar meu intento. Ele mesmo traduz seu dom ao dizer:
“Escrever é traduzir. Mesmo quando estivermos a utilizar a nossa própria língua. Transportamos o que vemos e o que sentimos para um código convencional de signos: a escrita. E deixamos às circunstancias e aos acasos da comunicação a responsabilidade de fazer chegar à inteligência do leitor, não tanto a integridade da experiência que nos propusemos transmitir, mas uma sombra ao menos, do que no fundo do nosso espírito sabemos bem ser intraduzível. Por exemplo: a emoção pura de um encontro, o deslumbramento de uma descoberta, este instante fugaz de silencio anterior à palavra que vai ficar na memória como o rastro de um sonho que o tempo não apagará por completo.”
SEMPRE COMPROMETIDO com pensamentos filosóficos a respeito da condição humana ele diz:
“Somos a memória que temos e a responsabilidade que assumimos. Sem a memória não existimos, sem responsabilidade talvez não mereçamos existir.”
“Falamos muito ao longo destes últimos anos dos direitos humanos, simplesmente deixamos de falar de uma coisa muito simples, que são os deveres humanos, que são sempre deveres em relação aos outros, sobretudo.”
E PARA ENCERRAR, frases que muito me identifico e emocionam:
“Tentei não fazer nada na vida que envergonhasse a criança que fui.”
“Quando eu partir deste mundo, partirão duas pessoas. Sairei de mão dada, com essa criança que fui.”
MUDANDO DE ASSUNTO... Praia Grande tem o mais novo estúdio fotográfico profissional da região, o ESTUDIO F. No comando os fotógrafos Jodi Ramos, Liane Castilhos e a produtora Barbara Clezar. São Books e imagens dos momentos mais importantes da vida de cada cliente, passados pela sensibilidade e requinte de lentes conduzidas com maestria.

JODI RAMOS, BARBARA CLEZAR E LIANE CASTILHOS
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