A MAIS TEMPO DO QUE NOSSA INTELIGÊNCIA PODE SUPORTAR o Irã e outros países mulçumanos como o Sudão e a Nigéria adotaram em seu sistema judicial a lei islâmica do apedrejamento para punir homens e mulheres adúlteras e homossexuais. E no Afeganistão e Paquistão embora não seja o estado que imponha a lei, ela ainda é usada pela sociedade.
ESTA FORMA VIOLENTA DE FAZER JUSTIÇA COM AS PRÓPRIAS MÃOS, além de desumana é também duvidosa, já que muitas vezes as mulheres (principalmente) são punidas sem qualquer julgamento de seus atos. Elas são enterradas até a altura dos ombros e assim, imóveis, sem poder se defender são apedrejadas até morrer de dor, humilhação e em silêncio.
E ISTO ACONTECE HOJE...
HÁ ALGUNS MESES ATRÁS O PRESIDENTE LULA tomou uma polêmica decisão ao oferecer abrigo à iraniana Sakineh, condenada a morte por apedrejamento. Porem, depois de alguns dias o próprio presidente voltou atrás e decidiu não intervir na questão.
ENTRETANTO, NA SEMANA PASSADA UMA RESOLUÇÃO DA ONU foi aprovada por 80 votos (a 44 contra!!!) expressando “profunda preocupação com as violações dos direitos humanos promovidas pelo governo do Irã”, criticando a pena de morte e rejeitando a violência contra a mulher – tentando ao mesmo tempo salvar a vida de Sakineh.
DEPOIS DA TRAPALHADA DIPLOMÁTICA BRASILEIRA, esta foi a chance de recuperarmos um pouco a credibilidade na discussão e na defesa da vida, não só de Sakineh, mas de todas as mulheres vítimas desta forma ridícula e retrógrada de viver. Num mundo onde só os homens possuem todo o respeito e direitos e as mulheres nenhum. (será que lá eles nascem do ovo colocado pelo macho?)
POREM, DE FORMA INESPERADA E INEXPLICÁVEL, nosso voto na ONU foi de abstenção – que é a forma mais covarde de agir.
INADMISSÍVEL, já que vivemos em um país que, apesar de tudo, é pacífico e esta é uma forma calada de guerra. Ignóbil e repugnante, pois não é declarada e se esconde atrás de costumes pré-históricos e torpes. Em minha opinião, em nação alguma a crueldade poderia mascarar-se de cultura, religião ou tradição. Zero para os representantes do Brasil, que certamente não representaram a opinião dos brasileiros.
MUDANDO DE ASSUNTO... Valter C. de Mello também deixa a executiva do PP de Praia Grande (embora continue filiado) por discordar do atual grupo de comando do partido, principalmente na condução dos trabalhos durante a campanha eleitoral de outubro passado.
FIM DE ANO E AS ELEIÇÕES PARA PRESIDENTE DAS CÂMARAS DE VEREADORES de todos os municípios estão botando fogo nos partidos. Poucas já concluíram as negociações e definiram a mesa diretora e a presidência. Segundo grande entendido do assunto, a última cartada é a que prevalece.
E PARA ENCERRAR...“Uma verdade não pode ser contrária a outra”. Gottfried Wilhelm Von Leibniz
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