sexta-feira, 8 de março de 2013


OS HOMENS SE ORGANIZAM EM SOCIEDADE. Têm leis tácitas e explicitas. Organismos reguladores e comportamentos ordenados.

COM ISTO JÁ É DIFÍCIL CONVIVER EM HARMONIA, imagine sem. Vamos imaginar uma eleição municipal no Brasil. Há normas, tribunais, profissionais e dezenas de pessoas envolvidas em sua organização. Desde a elaboração anteriormente das regras a serem seguidas até os julgamentos posteriores aos pleitos. Tudo isso visando à boa condução do processo e a consonância social.

MAS QUANDO HÁ DENÚNCIA DE IRREGULARIDADES ocorridas em uma eleição o status quo balança, ânimos se alteram, interesses se misturam, pessoas se aviltam e as regras, todas, são vistas com outros olhos.

MAS COMO ACONTECE O JULGAMENTO (em primeira instância) do pedido de cassação de um candidato eleito sob suspeita de irregularidades? As partes apresentam suas teses, suas provas e testemunhas. Tudo é visto, lido, relido, ouvido e debatido. O Ministério Público dá seu parecer, em seguida o magistrado profere a sentença baseada nos autos, comparando sua conformidade ou não com as leis.

O JULGAMENTO do pedido de cassação do prefeito eleito (PMDB) e seu vice (PSDB) de Praia Grande seguiu exatamente estes tramites, não teve nada diferente de todos os outros casos já julgados pela justiça eleitoral deste país. A única coisa que mudou foram as pessoas envolvidas e seus endereços.

SE TUDO FOI FEITO NESTES MOLDES porque se levaria o processo adiante? Bem, imagino primeiro porque o lado considerado vítima não entraria com uma ação se não acreditasse que foi realmente lesado e em segundo lugar porque a possibilidade de julgar o mesmo teor em três instancias diferentes conduz a suspeita (ou esperança) de que o primeiro julgamento esteja incorreto, entre outras coisas. No caso de Praia Grande a sentença do juiz baseia-se na falta de provas robustas da compra de votos e agora resta à oposição entrar ou não com recurso.

O QUE ME FAZ PENSAR EM ALGO com importância acima do caso de Praia Grande: O VOTO CONSCIENTE. Se a escolha do voto por parte do eleitor fosse mais criteriosa, não seria necessário duvidar do resultado das eleições - e inocentes não seriam julgados sem necessidade e nem culpados seriam absolvidos. Em minha opinião o processo mais importante deveria ser o que leva o voto à urna e sua decisão deveria ser suprema, sem desconfianças.

MAS QUEM JÁ FOI CANDIDATO bem sabe o quanto é difícil construir uma candidatura, elaborar propostas, organizar equipe, pedir e ganhar o voto conversando e convencendo... E em algum momento ouvir do eleitor o “favorzinho” que ele quer em troca do seu direito e dever imensuráveis de votar. A gente visualiza a “limpeza” da ficha do eleitor e reflete se a eleição poderá ser decidida por aquele tipo de voto.

AMIGOS, É PIOR VER A CORRUPÇÃO dentro das casas, do que nos comitês. Porque destes saem os candidatos, mas é daquelas que saem os vencedores.

E PARA TERMINAR... “Saber perder é difícil, mas saber vencer é para poucos.” KS

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