OS
HOMENS SE ORGANIZAM EM SOCIEDADE. Têm leis tácitas e
explicitas. Organismos reguladores e comportamentos ordenados.
COM
ISTO JÁ É DIFÍCIL CONVIVER EM HARMONIA, imagine sem. Vamos imaginar
uma eleição municipal no Brasil. Há normas, tribunais, profissionais e dezenas
de pessoas envolvidas em sua organização. Desde a elaboração anteriormente das
regras a serem seguidas até os julgamentos posteriores aos pleitos. Tudo isso
visando à boa condução do processo e a consonância social.
MAS
QUANDO HÁ DENÚNCIA DE IRREGULARIDADES ocorridas em uma eleição o status quo balança, ânimos se alteram,
interesses se misturam, pessoas se aviltam e as regras, todas, são vistas com
outros olhos.
MAS
COMO ACONTECE O JULGAMENTO (em primeira instância) do pedido de
cassação de um candidato eleito sob suspeita de irregularidades? As partes
apresentam suas teses, suas provas e testemunhas. Tudo é visto, lido, relido,
ouvido e debatido. O Ministério Público dá seu parecer, em seguida o magistrado
profere a sentença baseada nos autos, comparando sua conformidade ou não com as
leis.
O
JULGAMENTO do pedido de cassação do prefeito eleito
(PMDB) e seu vice (PSDB) de Praia Grande seguiu exatamente estes tramites, não
teve nada diferente de todos os outros casos já julgados pela justiça eleitoral
deste país. A única coisa que mudou foram as pessoas envolvidas e seus
endereços.
SE
TUDO FOI FEITO NESTES MOLDES porque se levaria o
processo adiante? Bem, imagino primeiro porque o lado considerado vítima não
entraria com uma ação se não acreditasse que foi realmente lesado e em segundo
lugar porque a possibilidade de julgar o mesmo teor em três instancias
diferentes conduz a suspeita (ou esperança) de que o primeiro julgamento esteja
incorreto, entre outras coisas. No caso de Praia Grande a sentença do juiz
baseia-se na falta de provas robustas da compra de votos e agora resta à
oposição entrar ou não com recurso.
O
QUE ME FAZ PENSAR EM ALGO com importância acima do caso de Praia
Grande: O VOTO CONSCIENTE. Se a escolha do voto por parte do eleitor fosse mais
criteriosa, não seria necessário duvidar do resultado das eleições - e inocentes
não seriam julgados sem necessidade e nem culpados seriam absolvidos. Em minha
opinião o processo mais importante deveria ser o que leva o voto à urna e sua decisão
deveria ser suprema, sem desconfianças.
MAS
QUEM JÁ FOI CANDIDATO bem sabe o quanto é difícil construir
uma candidatura, elaborar propostas, organizar equipe, pedir e ganhar o voto
conversando e convencendo... E em algum momento ouvir do eleitor o “favorzinho”
que ele quer em troca do seu direito e dever imensuráveis de votar. A gente
visualiza a “limpeza” da ficha do eleitor e reflete se a eleição poderá ser
decidida por aquele tipo de voto.
AMIGOS,
É PIOR VER A CORRUPÇÃO dentro das casas, do que nos comitês.
Porque destes saem os candidatos, mas é daquelas que saem os vencedores.
E
PARA TERMINAR... “Saber perder é difícil, mas saber vencer é
para poucos.” KS
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