sexta-feira, 8 de março de 2013


NOVA ELEIÇÃO EM PRAIA GRANDE não deve ocorrer no dia 03 de março juntamente com Criciúma e Içara, conforme comentários populares.

A SENTENÇA DO JUIZ ELEITORAL da 54º Zona Eleitoral deve sair ainda esta semana, mas independente de seu resultado é certo recurso em segunda instância. Ou seja, há muito chão pela frente.

O PARECER DA PROMOTORA na sexta-feira passada sugere a cassação do prefeito e vice-prefeito (PMDB/PSDB) eleitos - que para muitos é um pré-indicativo da decisão do juiz, pois geralmente o entendimento do magistrado não difere do Ministério Público.

TODAVIA, EMBORA BASEADA EM PROVAS E LEIS, a sentença não deixa de ser uma decisão subjetiva, por isso é impossível garantir seu resultado e por isso alguns casos de crimes similares têm condenações diferenciadas.

EM SUMA, a pergunta que será respondida é: houve comprovadamente irregularidade nas eleições no município?

A ACUSAÇÃO DISPONIBILIZOU ALGUNS DOS DIVERSOS VÍDEOS gravados mostrando a suposta compra e negociações de votos, rostos e nomes, além de provas testemunhais. A defesa argúi que se trata de uma farsa. O que o Juiz decidirá? Em breve saberemos.

O CLIMA EM PRAIA GRANDE é de tensão e para aumentar ainda mais o conflito, a eleição para nova presidência e diretoria da CEPRAG, que compreende também São João do Sul e Passo de Torres será neste sábado.

ADVERSÁRIOS POLÍTICOS de Praia Grande nas ultimas eleições para prefeito rivalizam novamente, agora para a cooperativa. Inclusive alguns envolvidos no escândalo da (ainda não julgada) compra de votos estão diretamente ligados a CEPRAG.

EM SÃO JOÃO DO SUL o mesmo quadro se repete com alguns poucos seguindo caminho contrário do que escolheu nas eleições municipais, já em Passo de Torres... a salada é grande.

LÁ O EX-CANDIDATO A PREFEITO PELO PP agora é candidato a vice na chapa defendida pelo PMDB de Praia Grande e São João do Sul e em contrapartida um peemedebista é candidato a vice da chapa que ficou ao lado de PP, PSD naqueles municípios. Entendeu? Confuso né? Tudo bem, não é por falta de capacidade de expressão desta que escreve, nem por dificuldade de compreensão do caro leitor. A verdade é que ninguém entendeu até agora o troca-troca e nem o que isso resultará nas eleições estaduais do ano vem.

ENTRETANTO O QUE DEVEMOS RESSALTAR este lamentável comprometimento das cooperativas de eletrificação com interesses políticos.   

UM PODER FINANCEIRO TÃO GRANDE e destituído de leis rígidas de responsabilidade, sendo fiscalizado por pessoas “escolhidas” convenientemente, desmoraliza o objetivo principal de qualquer instituição que se diz cooperativa. Nestes moldes não vejo lucros sendo divididos, mas um ônus social incalculável.

SERIA OMISSÃO para não dizer hipocrisia, não admitirmos que as cooperativas tenham influenciado nas eleições municipais e estaduais há anos e vice-versa. O que é no mínimo desleal.

ENQUANTO TIVERMOS PESSOAS TROCANDO seus votos por favores, valores e promessas não só nosso destino político e poder público estarão na corda bamba, mas também a credibilidade destas cooperativas.

E PARA TERMINAR... “Os processos eleitorais estão se moralizando, ainda que não por meio de convicções politizadas e democráticas do povo, mas por instrumentos jurídicos.” KS.

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