DIGA-ME COM QUEM
ANDAS
e digo-lhe quem tu és. Esta máxima não se aplica a duas situações: à política e a Judas – este último parece não ter sido influenciado pelas
companhias – e os primeiros porque na corrida
pela vitória é impossível não abraçar
tudo que vem pela frente, incluindo antigos adversários.
SE PARTIRMOS DO PRINCÍPIO de o que leva a uma aliança política são os ideais
dos grupos envolvidos não há, realmente, motivo para não para não haver a
união. Ela só é forçada quando regida por interesses pessoais, o que sempre fica
evidente aos olhos dos eleitores.
E HÁ CASOS ONDE A
CONVENIÊNCIA
da convivência fala mais alto, embora não influencie as partes.
QUEM SABE ESCOLHER AS
PESSOAS AO SEU REDOR,
seja em política ou não, já tem 50% do caminho andado para tomar decisões
acertadas, os outros 50% são garantidos pela capacidade de extrair o melhor das
pessoas, a exemplo de Alexandre, o
Grande – que hoje faria 2368 anos, caso seu corpo fosse tão eterno quanto
sua historia.
ALEXANDRE HERDOU SUA COROA do pai
aos 20 anos, porém em pouco tempo transformou um pequeno reinado no maior e mais rico império que já tinha
existido. Ele tinha ao seu lado como preceptor nada menos que o filosofo Aristóteles e soube usar desta vantagem
da melhor maneira possível... Até os 32 anos quando morreu de doença
desconhecida.
MAS O QUE IMPORTA é que a
diferença entre o sábio e o tolo é
que aquele sabe soube ouvir, ponderar e decidir tendo a mente aberta para
vários ângulos dos fatos e teorias, aproveitando quem está ao lado. Já o tolo sequer
consegue diferenciar seu Aristóteles de um aproveitador barato.
QUEM QUER SER LÍDER, mas não nasceu
com a capacidade de diferenciar pessoas e posicionamentos deve começar
treinando a INTELIGÊNCIA E O
DISCERNIMENTO. Primeiro ouvindo mais e falando menos; segundo envolvendo o
grupo nas decisões e terceiro baseando seus passos em propostas bem
fundamentadas. O plus é fazer tudo
isso seguindo princípios éticos.
PARA ARISTÓTELES A POLÍTICA E A ÉTICA são tão intrínsecas que uma é o desdobramento da outra. Enquanto a ética preocupa-se com a felicidade individual, a política
preocupa-se com a felicidade coletiva.
Para isto a política deve ter como tarefa investigar e descobrir quais as
formas de governo e instituições capazes de garantir tal felicidade. E ao homem
cabe exercitar por meio de ações
repetidas, hábitos que estabeleçam virtudes e excluam os vícios.
AQUI OBSERVO QUE OS SÚDITOS DE ALEXANDRE, O GRANDE tiveram uma qualidade de vida superior a de muitos povos.
O ELEITOR BRASILEIRO EM MÉDIA NÃO TEM ENSINO MÉDIO,
realidade que se reflete também em seus candidatos e eleitos. Mas há
conhecimento que não se aprende academicamente, aliás, há noções e
entendimentos que alguns nem estudando conseguem entender ou praticar (tanto
eleitores, quanto políticos).
SER GOVERNADO por alguém de
espírito nobre, ávido por conhecimento, objetivo, sensível e determinado só é
possível quando a maioria de seus
eleitores detém estas características.
POR ISSO, OLHE PARA SEU PREFEITO (A), meça-o e identifique que as características mais marcantes
dele (a) são também as principais da maioria de seus conterrâneos.
E PARA TERMINAR... E também mudando
de assunto... Por que os CIRETRANS não têm um caixa eletrônico em sua sede? O
pobre pagador de impostos além de pagar muito e ter pouco retorno, ainda tem
que enfrentar fila também no banco, num vai e volta revoltante... Ai, como dói
a incompetência administrativa no Brasil.
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