ENTREVISTA
Segunda e ultima parte da entrevista com o Procurador da Republica com sede em Criciúma, Sr. DARLAN AIRTON DIAS.
DR. DARLAN DIAS - Considero muito pouco provável que as empresas mineradoras queiram explorar carvão em Araranguá, pelo menos a curto ou médio prazo. Existem ainda grandes jazidas em regiões já com tradição mineira. E as empresas sabem muito bem da forte resistência que encontrarão na comunidade e no Ministério Público.
KAREM SUYAN - O senhor fomentou a imagem de alguém ponderado, porem firme em seus propósitos. Como se protege da possibilidade de errar?
DR. DARLAN DIAS - Qualquer pessoa está sujeita a errar. Mas o medo de errar não pode nos impedir de agir. Só não erra quem não age. Eventual erro meu é corrigido pelas instâncias internas do Ministério Público (Câmaras de Coordenação e Revisão, Conselho Superior e Corregedoria) ou pelo Poder Judiciário.
KAREM SUYAN - O que lhe tira do sério em sua profissão?
DR. DARLAN DIAS - A análise superficial dos fatos e dos processos. Sou detalhista e gosto de estudar as coisas com profundidade.
KAREM SUYAN - Que ação ainda não aconteceu que o senhor gostaria de atuar para que acontecesse? Por quê?
DR. DARLAN DIAS - A discussão sobre o pagamento de participação na lavra aos superficiários das minas de subsolo, fundadas em Manifestos de Mina.
KAREM SUYAN - É visível seu envolvimento maior com as questões ambientais, por quê?
DR. DARLAN DIAS - Por necessidade. Na região de Criciúma este é um tema prioritário na atuação do MPF.
KAREM SUYAN - Diga uma frase para encerrar esta entrevista.
DR. DARLAN DIAS - Temos que deixar um mundo melhor para nossos filhos.
TISCOSKI É DESTAQUE
No evento que aconteceu nesta sexta-feira, dia 20, para assinatura do contrato entre a Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental, Caixa Econômica Federal e Prefeitura Municipal de Araranguá para fixação da Barra do Rio Araranguá, obra prevista para mais de 28 milhões de reais. O reconhecimento pelo esforço e envolvimento pessoal do Secretario Nacional Leodegar Tiscoski para a realização da obra esteve presente nos discursos de todas as autoridades, correligionários ou não.
INTEMPÉRIES
Como a que assustou e causou prejuízo na região e se estendeu ate a grande Florianópolis têm modificado o cotidiano de nossas vidas, infelizmente. Há alguns anos atrás, fechar portas e janelas quando saíamos de casa era uma atitude de prevenção a furtos e roubos, hoje é contra a ação violenta da natureza. O medo está batendo em nossas portas - e desta vez a sua razão vem dos céus.
AS CRIANÇAS
São as mais atingidas pelo sentimento de pavor e já apresentam receio em ficar sozinhas em casa. Por isso se faz urgente um trabalho de orientação para o que fazer durante e depois destes infelizes acontecimentos, já prevendo a falta de telefone e energia elétrica.
MAS ISSO
É remediar o estrago. Sabemos que é necessário atuar nas causas destes eventos assustadores. Concordo com o ambientalista Tadeu Santos quando diz que “A ciência da meteorologia já não é mais suficiente para explicar as mudanças do clima, é preciso buscar na geofísica, oceanografia e outras ciências ou saberes para esclarecer a população afetada, que já passa a viver em estado de emergência climática, entrando em pânico sempre que surge um vento ou uma nuvem mais carregada.”
"O tempo destrói tudo aquilo que ele não ajudou a construir" (Emmanuel)
BOA SEMANA A TODOS!!!
Um comentário:
Adorei os peixinhos...
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