domingo, 22 de novembro de 2009

ENTREVISTA

Segunda e ultima parte da entrevista com o Procurador da Republica com sede em Criciúma, Sr. DARLAN AIRTON DIAS.

KAREM SUYAN - Qual sua opinião sobre a exploração de carvão no município de Araranguá?

DR. DARLAN DIAS - Considero muito pouco provável que as empresas mineradoras queiram explorar carvão em Araranguá, pelo menos a curto ou médio prazo. Existem ainda grandes jazidas em regiões já com tradição mineira. E as empresas sabem muito bem da forte resistência que encontrarão na comunidade e no Ministério Público.

KAREM SUYAN - O senhor fomentou a imagem de alguém ponderado, porem firme em seus propósitos. Como se protege da possibilidade de errar?

DR. DARLAN DIAS - Qualquer pessoa está sujeita a errar. Mas o medo de errar não pode nos impedir de agir. Só não erra quem não age. Eventual erro meu é corrigido pelas instâncias internas do Ministério Público (Câmaras de Coordenação e Revisão, Conselho Superior e Corregedoria) ou pelo Poder Judiciário.

KAREM SUYAN - O que lhe tira do sério em sua profissão?

DR. DARLAN DIAS - A análise superficial dos fatos e dos processos. Sou detalhista e gosto de estudar as coisas com profundidade.

KAREM SUYAN - Que ação ainda não aconteceu que o senhor gostaria de atuar para que acontecesse? Por quê?

DR. DARLAN DIAS - A discussão sobre o pagamento de participação na lavra aos superficiários das minas de subsolo, fundadas em Manifestos de Mina.

KAREM SUYAN - É visível seu envolvimento maior com as questões ambientais, por quê?

DR. DARLAN DIAS - Por necessidade. Na região de Criciúma este é um tema prioritário na atuação do MPF.

KAREM SUYAN - Diga uma frase para encerrar esta entrevista.

DR. DARLAN DIAS - Temos que deixar um mundo melhor para nossos filhos.

TISCOSKI É DESTAQUE

No evento que aconteceu nesta sexta-feira, dia 20, para assinatura do contrato entre a Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental, Caixa Econômica Federal e Prefeitura Municipal de Araranguá para fixação da Barra do Rio Araranguá, obra prevista para mais de 28 milhões de reais. O reconhecimento pelo esforço e envolvimento pessoal do Secretario Nacional Leodegar Tiscoski para a realização da obra esteve presente nos discursos de todas as autoridades, correligionários ou não.

INTEMPÉRIES

Como a que assustou e causou prejuízo na região e se estendeu ate a grande Florianópolis têm modificado o cotidiano de nossas vidas, infelizmente. Há alguns anos atrás, fechar portas e janelas quando saíamos de casa era uma atitude de prevenção a furtos e roubos, hoje é contra a ação violenta da natureza. O medo está batendo em nossas portas - e desta vez a sua razão vem dos céus.

AS CRIANÇAS

São as mais atingidas pelo sentimento de pavor e já apresentam receio em ficar sozinhas em casa. Por isso se faz urgente um trabalho de orientação para o que fazer durante e depois destes infelizes acontecimentos, já prevendo a falta de telefone e energia elétrica.

MAS ISSO

É remediar o estrago. Sabemos que é necessário atuar nas causas destes eventos assustadores. Concordo com o ambientalista Tadeu Santos quando diz que “A ciência da meteorologia já não é mais suficiente para explicar as mudanças do clima, é preciso buscar na geofísica, oceanografia e outras ciências ou saberes para esclarecer a população afetada, que já passa a viver em estado de emergência climática, entrando em pânico sempre que surge um vento ou uma nuvem mais carregada.”


PARA REFLETIR

"O tempo destrói tudo aquilo que ele não ajudou a construir" (Emmanuel)

BOA SEMANA A TODOS!!!

Um comentário:

Leo disse...

Adorei os peixinhos...