segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

ENTREVISTA INÉDITA

No dia 12 de fevereiro de 1809 nasceu Charles Robert Darwin. Este inicialmente crente da fé católica, transformou-se no grande gênio da teoria da evolução humana e terminou seus dias afirmando a impossibilidade de conhecer a natureza Última das coisas – um agnóstico. Remexendo na história, pretensiosamente tomei a liberdade de imaginar uma entrevista, baseada em suas declarações, com este “divino” cientista.

KAREM SUYAN – Primeiramente devo reconhecer e rapidamente esquecer a magnitude deste encontro, por isso irei direto as perguntas. Como nasceu seu interesse pela natureza?

CHARLES DARWIN - Em 1825, fui estudar medicina na Universidade de Edimburgo, porém, não me interessei pela profissão. Pensei a principio em ser padre. Porem, nesta época conheci o botânico John Stevens Henslow, que despertou meus interesses pela história natural. Foi por sua indicação que fui incluído em uma expedição ao redor do mundo como naturalista em dezembro de 1831, a bordo do navio Beagle, para uma viagem de quase cinco anos.

KAREM SUYAN - Como nasceu a Teoria da Evolução?

CHARLES DARWIN – Após a viagem adquiri muita bagagem científica para reiterar meus pensamentos. Porém, trabalhei secretamente nesta teoria, pois sabia que era polêmica e se chocava com os ensinamentos religiosos. Em 1859 publiquei o livro “Sobre a Origem das Espécies Por Meio de Seleção Natural”.

KAREM SUYAN - Como foi a reação do público?

CHARLES DARWIN – Evidentemente que os religiosos e conservadores reagiram contrários à teoria da evolução, mas eu já esperava por isso. O importante é que os cientistas não demoraram a aceitar a proposta de que as plantas e os animais evoluem e se modificam ao longo das eras.

KAREM SUYAN – O senhor esteve no Brasil, o que achou?

CHALES DARWIN – Incrível. "Deleite é um termo fraco para expressar a sensação de um naturalista que pela primeira vez vagueia em uma floresta brasileira."

KAREM SUYAN – Qual o princípio da seleção natural?

 CHALES DARWIN – A seleção natural atua exclusivamente no meio da conservação e acumulação das variações que são úteis a cada indivíduo nas condições orgânicas em que pode encontrar-se situado em todos os períodos da vida.  Cada ser, e é este o ponto final do progresso, tende a aprimorar-se cada vez mais em relação a estas condições. Este aperfeiçoamento conduz inevitavelmente ao progresso gradual da organização de maior número de seres vivos em todo o mundo" . Mas o mais interessante é que eu acredito que "um grupo de animais, cujos organismos apresentam poucas diferenças, dificilmente pode lutar com um grupo cujas diferenças sejam mais pronunciadas".

 

Obs: Não posso tecer qualquer comentário após tão inusitada entrevista, porém, você pode e deve comentá-la....participe!!!

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