quinta-feira, 17 de maio de 2012


O VETO TOTAL, PARCIAL OU SANÇÃO da Presidenta Dilma para o novo Código Florestal tem inflamado boas discussões com pontos de vista diferentes. Acompanhe a opinião do maior nome do ambientalismo da região Tadeu Santos, da ONG Sócios da Natureza.

A questão do Código Florestal é complicadíssima, pois envolve interesses distintos no imenso território formado por vários biomas. Concordo que alterações sejam necessárias na legislação, desde que garantam a preservação dos ecossistemas ameaçados pela ganância do homem, em devastar e degradar tudo para obtenção de lucros individuais sem benefício algum ao coletivo.” 

A EMBRAPA divulgou que o setor agrícola brasileiro pode perfeitamente sobreviver utilizando ou ocupando as áreas já desmatadas, esta afirmação serve para todos os biomas do país, mas como qualquer setor produtivo visualiza prioritariamente resultados imediatos, com argumentos de gerar divisas e empregos, pouco se importam com a poluição das águas ou com o desmatamento, tanto em área rural quanto urbana. 

Não é justo comparar os interesses da bancada ruralista que atende representantes do agronegócio com as necessidades da agricultura familiar. O dono de qualquer grande monocultura não conhece ou convive com as mesmas dificuldades que um pequeno agricultor. Ou seja, é preciso disciplinar o uso dos recursos naturais, para atender as atuais necessidades da população sem no entanto, comprometer os direitos de sobrevivência das futuras gerações.”

AGORA AS PALAVRAS do Sr. Nelton R. de Souza, 1° Presidente de finanças da FAESC - Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina:

“As modificações sugeridas pela Câmara e pelo Senado em geral são muito boas. Só não dá para entender como alguém achou uma linha na redação dizendo que o novo código permite desmatar, ou estou com problema de vistas ou virei analfabeto, pois não vi nada neste sentido. O que vi sim foi que o Código vai excluir 33 milhões de hectares que hoje servem a pequenos produtores, a Embrapa diz que a exclusão pode ser maior ainda. O que vai certamente levar estas pessoas do interior para a cidade grande, entre a fome e a criminalidade.

O código não fala de coisas importantes, como a proteção da mata ciliar de rios acima de 10 metros e não impõe regra alguma para as cidades grandes, que está tomada da beira dos rios ou mar até o topo dos morros. Para onde irá o pequeno produtor? Para a cidade grande, para a favela, e o que será feito da favela nas encostas dos morros? E o nordeste inteirinho que mora à beira dos rios? Este movimento de “Veta Dilma” é patrocinado por gente que tem interesses, como a grande indústria internacional que patrocina ONG´s no Brasil.

Mas pelo menos agora o agricultor saberá se estará ou não dentro da lei, teremos um código, ao invés de resoluções, medidas provisórias e um emaranhado de 16 mil itens que advogado nenhum jamais pode compreender. Alias, tem gente pedindo o veto por que vai perder a vaga nos Ministérios e nos conselhos e órgãos ambientalistas do governo que viviam de escrever e reescrever normas.

E quanto a anistia, é bom lembrar que até 1988 o próprio governo permitia e incentivava o desmatamento. Quem desmatou até aquela data não precisará repor nada, mas o que precisará ser reposto de lá pra cá gira em torno de R$ 65 bilhões de reais, e alguns institutos dizem que pode chegar a R$ 1 trilhão para repor que já foi desmatado. Como o pequeno agricultor vai repor tudo isso? Vendendo crack na cidade grande?”

E PARA TERMINAR... A greve dos professores chega ao fim... Com isso os professores dão um sinal bastante importante e triste... Farão do jeito que este governo quer.

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