O VETO TOTAL, PARCIAL
OU SANÇÃO
da Presidenta Dilma para o novo Código Florestal tem inflamado boas discussões com
pontos de vista diferentes. Acompanhe a opinião do maior nome do ambientalismo
da região Tadeu Santos, da ONG Sócios
da Natureza.
“A questão do
Código Florestal é complicadíssima, pois envolve interesses distintos no imenso
território formado por vários biomas. Concordo que alterações sejam necessárias
na legislação, desde que garantam a preservação dos ecossistemas ameaçados pela
ganância do homem, em devastar e degradar tudo para obtenção de lucros
individuais sem benefício algum ao coletivo.”
A EMBRAPA divulgou que o setor agrícola
brasileiro pode perfeitamente sobreviver utilizando ou ocupando as áreas já
desmatadas, esta afirmação serve para todos os biomas do país, mas como
qualquer setor produtivo visualiza prioritariamente resultados imediatos, com
argumentos de gerar divisas e empregos, pouco se importam com a poluição das
águas ou com o desmatamento, tanto em área rural quanto urbana.
Não é justo comparar os interesses da bancada
ruralista que atende representantes do agronegócio com as necessidades da
agricultura familiar. O dono de qualquer grande monocultura não conhece ou
convive com as mesmas dificuldades que um pequeno agricultor. Ou seja, é
preciso disciplinar o uso dos recursos naturais, para atender as atuais
necessidades da população sem no entanto, comprometer os direitos de sobrevivência
das futuras gerações.”
AGORA AS
PALAVRAS do Sr. Nelton R. de Souza, 1° Presidente
de finanças da FAESC - Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa
Catarina:
“As
modificações sugeridas pela Câmara e pelo Senado em geral são muito boas. Só
não dá para entender como alguém achou uma linha na redação dizendo que o novo
código permite desmatar, ou estou com problema de vistas ou virei analfabeto,
pois não vi nada neste sentido. O que vi sim foi que o Código vai excluir 33
milhões de hectares que hoje servem a pequenos produtores, a Embrapa diz que a
exclusão pode ser maior ainda. O que vai certamente levar estas pessoas do
interior para a cidade grande, entre a fome e a criminalidade.
O código
não fala de coisas importantes, como a proteção da mata ciliar de rios acima de
10 metros e não impõe regra alguma para as cidades grandes, que está tomada da
beira dos rios ou mar até o topo dos morros. Para onde irá o pequeno produtor?
Para a cidade grande, para a favela, e o que será feito da favela nas encostas
dos morros? E o nordeste inteirinho que mora à beira dos rios? Este movimento
de “Veta Dilma” é patrocinado por gente que tem interesses, como a grande indústria
internacional que patrocina ONG´s no Brasil.
Mas pelo
menos agora o agricultor saberá se estará ou não dentro da lei, teremos um
código, ao invés de resoluções, medidas provisórias e um emaranhado de 16 mil
itens que advogado nenhum jamais pode compreender. Alias, tem gente pedindo o
veto por que vai perder a vaga nos Ministérios e nos conselhos e órgãos
ambientalistas do governo que viviam de escrever e reescrever normas.
E quanto
a anistia, é bom lembrar que até 1988 o próprio governo permitia e incentivava
o desmatamento. Quem desmatou até aquela data não precisará repor nada, mas o
que precisará ser reposto de lá pra cá gira em torno de R$ 65 bilhões de reais,
e alguns institutos dizem que pode chegar a R$ 1 trilhão para repor que já foi
desmatado. Como o pequeno agricultor vai repor tudo isso? Vendendo crack na
cidade grande?”
E PARA TERMINAR... A greve dos professores chega ao
fim... Com isso os professores dão um sinal bastante importante e triste... Farão
do jeito que este governo quer.
Nenhum comentário:
Postar um comentário