quinta-feira, 24 de novembro de 2011

COLOMBO SÓ OUVE o que está à altura de seus ouvidos, não escuta os clamores que vêm de baixo e novamente toma decisões sozinho com seu séquito de confiança. Sobre a nova política salarial do funcionalismo público não ouviu de fato nem as entidades classistas das polícias - assim como fez com os professores.

TRATAR IGUAL OS DESIGUAIS. A folha de pagamento do estado em julho deste ano mostra dados dos gastos com desproporções em diferentes setores. Senão vejamos:

  • Secretaria de Estado de Educação - por volta de R$ 125 milhões ao mês, para 63.189 servidores (média de R$ 1.978,19);
  • Secretaria de Estado de Saúde – despesa mensal na casa dos R$ 54 milhões, para 15.011 servidores (média de R$ 3.654,55, não valor exato);
  • Secretaria de Estado da Segurança Pública – despesa mensal de aproximadamente R$ 26, 5 milhões, para 4.962 servidores (média de R$ 5.337,48);
  • Secretaria da Fazenda – aproximadamente R$ 50 milhões, para 2.521 funcionários (média de R$ 19.833,39).

NÃO DISCUTO A IMPORTÂNCIA DE CADA UM, pois quem cumpre corretamente seu dever é merecedor do seu salário. O que ocorre é que já há uma diferença grande entre os servidores, como o governo poderá atendê-los igualmente? A palavra aqui deveria ser EQUIDADE!!!

ROYALTIES. A discussão é acalorada desde o inicio. A divisão dos royalties do petróleo no Brasil provoca lágrimas e fúria do governador do Rio de Janeiro, que agora usa a tática do envolvimento de “famosos” na causa. Tudo em função da dinheirama que o estado ganha pela extração de recursos naturais minerais (não é só no Rio).

MAS AGORA O BURACO É MAIS EMBAIXO. Na realidade não se sabe muito bem onde ele é, pois o problema está exatamente na perfuração. A empresa norte-americana Chevron provocou um vazamento gigantesco de óleo (de 400 a 650 barris por dia) na Bacia de Campos e levanta um oportuníssimo assunto: quem paga pelo dano?

O GOVERNADOR DO RIO toma isto como munição para sua causa, alegando que os efeitos serão sentidos somente em seu estado... MAS PERAÍ! Usamos recurso dos royalties, dinheiro público, para cobrir gastos com acidentes ambientais como este, provocado por uma empresa particular?

A CONSTITUIÇÃO NUNCA PODERIA sustentar algo assim. A verdade é que os estados produtores querem capitalizar os lucros e socializar os prejuízos. Para eles, multas e despesas são do Brasil, mas a parte boa não querem dividir.

O INCIDENTE NÃO DEVE(ria) MUDAR a decisão do governo em distribuir os royalties de petróleo entre os estados brasileiros, e sim provocar um exame minucioso sobre operações de segurança para perfuração na costa brasileira, principalmente neste momento em que o Brasil prepara-se para explorar novas e grandes reservas visando ser um importante exportador de petróleo.

A IRREDUTIBILIDADE DO RIO DE JANEIRO só serve para estagnar novos investimentos na camada do pré-sal e atrasar o crescimento de todo o país. Mas que o umbigo dos cariocas é a maior parte do seu corpo a gente já sabia, né? E faz muito tempo que o Brasil paga caro por isto.

SANEAMENTO X ACABAMENTO. Não é difícil saber por onde passa as novas obras - de indiscutível relevância – de saneamento nos municípios. Infelizmente o que fica a vista é o acabamento precário nas ruas, danificadas e não restauradas com qualidade após a colocação da canalização. Quando é nas calçadas tudo bem, mas na malha viária o serviço está longe de ser razoável (vide Araranguá e Criciúma, por exemplo). Falta o município fazer sua parte em cobrar da empresa responsável, pois a parte mais custosa, que é a do governo federal, está sendo feita.

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