quinta-feira, 14 de julho de 2011

A PRESIDENTE DILMA APERTOU O CINTO das obras com recursos federais. Na semana passada cortou verbas de projetos de 2009 que não estivessem em andamento - o que infelizmente deve ser a maioria deles - haja vista grandes e antigos projetos aqui do sul que estão sendo morosamente comandados pelas administrações municipais. Se aqui é assim, imagine no norte e nordeste do país.


ALIAS, AS FORTISSIMAS BANCADAS FEDERAIS DE LÁ ficaram em polvorosa com o corte do Governo Federal e apelaram até para a chantagem de parar o Congresso Nacional, caso o prazo não fosse estendido.

DEU CERTO PARA OS DOIS LADOS: Dilma deu o susto e obteve o resultado desejado: os “lerdos” acordaram e começaram a trabalhar. E a pressão destes rendeu aos 45 do segundo tempo de 45 a 90 dias de prorrogação para conclusão de projetos, aprovações ambientais e andamento efetivo das obras.


ESSE PENSAMENTO SUB-DESENVOLVIDO, PEQUENO E IRRITANTE que persiste no inconsciente coletivo do Brasil ainda é a maior, pior e mais contraproducente forma de agir da nossa sociedade. A idéia de que prazos e orçamentos servem apenas de parâmetros mais ou menos estabelecidos e não exigências a serem cumprias, tem nos mantido em muitos setores, principalmente o de gestão publica, abaixo do nível aceitável da incompetência e descaso.


O BOM MESMO É QUE SE TIRASSE O RECURSO E PONTO. A sociedade perde aqui, mas ganha acolá com a lição. Dilma mostra que lutará fortemente contra o “deixa pra depois” – não é uma luta fácil, mas certamente forçará um comprometimento maior das administrações publicas com o cumprimento de suas obrigações.


E AINDA NO CENARIO FEDERAL, MAS COM REPERCUSSAO ESTADUAL, o Deputado Federal Jorge Boeira de Criciúma, conseguiu que o Tribunal de Contas da União faça uma auditoria no repasse do FUNDEB e uso do recurso por parte do governo de Santa Catarina, apos denuncia de desvio feita pelo SINTE. O TCU tem até 30 dias para manifestar-se.


O GOVERNO, QUE SABE DA VERACIDADE DO DESVIO QUE VEM FAZENDO DA EDUCAÇAO, tratou de divulgar a modificação da forma com que o vem aplicando. E Santa Catarina terá que justificar por que não aplica os 25% devidos na educação, subtraindo 6% deste montante para... Bem, é melhor esperar para ver onde o governo diz que está aplicando recursos da educação, como se o setor não estivesse suficientemente sucateado pelo próprio governo.


JORGE BOEIRA FEZ AINDA MAIS PELA EDUCAÇAO E EDUCADORES DE SEU ESTADO. Especificamente para o SINTE regional do Vale do Ararangua e Mampituba, doou inteiramente seu vencimento da Câmara do mês de junho, que com os descontos devidos foi no valor de R$ 16.000,00. Assembléias, ônibus, telefone, enfim a elevação de gastos durante o período de greve foi amenizada por este gesto. E fora a ação prática de Boeira o restante é só blábláblá, quando não mudam o discurso e apoio no meio do processo como fez o Deputado Estadual (de Ararangua) Manoel Mota.


PARAFRASEANDO UM PROFESSOR DA REGIAO em sua manifestação na Assembléia Regional dos professores (que votou unanimemente pela manutenção da greve). “Antes da greve nós tínhamos uma Lei Federal a nosso favor que não era cumprida, tínhamos a regência de classe garantida e tínhamos um plano de carreira. Hoje, depois de todo este tempo de greve temos uma Lei Federal a nosso favor que ainda não é cumprida, perdemos parte da regência de classe e não temos mais plano de carreira algum.”


O QUE É PIOR? 1- Professores que aceitam ser furtados de seus direitos? 2- Uma sociedade que fecha os olhos para a destruição da educação publica? 3- Um governo fora da lei, sem critérios, sem palavra e sem vergonha de tirar de quem tem tão pouco e muito a dar? 4 – O eleitor que daqui três anos terá esquecido tudo isto?

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